quarta-feira, 25 de julho de 2012

Avó, tenho saudades tuas.

Tenho saudades das nossas parvoíces, dos nossos amuos, da tua presença, das brincadeiras.
Tenho saudades do tempo em que estavas aqui.

Sabes, arrependo-me de muito.
Arrependo-me de todas as vezes que não fui correcta contigo. De todas as vezes em que discutimos, de todas as vezes em que te ignorei.

Sabes, tinhas razão no que dizias. "Um dia, tambem chegarás à minha idade". Eu sei, avó. So tenho pena de nao ter tido capacidade para te compreender mais cedo.
Peço-te desculpa por isso.
Peço-te desculpa por ter sido infantil durante tanto tempo.

Mas, avó, arrependo-me de mais. Arrependo-me de quase nunca de ter tido que gostava de ti. Mas tu sabes avó. Diz-me que sim. Tu sabes que gosto muito de ti. E vou gostar, sempre.

Espero que saibas, estejas onde estiveres.

Espero ser melhor do que dantes. E espero que te orgalhes de mim, aí de cima.
Espero que olhes por mim e por todos nós.
Espero que estejas bem.
Um beijo

terça-feira, 5 de julho de 2011

é isto que dizes sentir?
é este vazio a que chamas amor?
é com silêncio que dizes amar-me?

não, não te incomodes.
obrigada.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Não me deixes, avó.

domingo, 24 de abril de 2011

sabes o que é estares rodeado de gente e sentires falta de alguém?
alguém que nem tu sabes quem é...
e ficas ali à espera, que chegue alguém que nem tu conheces.
nem sabes porque esperas,nem sabes que virá.
mas esperas...
amas os que te rodeiam, e disso nao duvidas. amas os teus pais, a tua restante familia, o teu namorado.
mas falta-te um amigo. falta-te aquela pessoa, com quem podes falar sobre tudo, com quem podes chorar, rir e brincar. falta-te um amigo.
então é isso. falta-me um amigo.

mais do que uma falta momentanea, é uma falta do passado. aquela nostalgia que da cabo de ti, que te sufoca, sabes?
mais do que uma falta do passado, é uma falta de todo aquele amor toda aquela amizade que ja viveste e que queres voltar a viver, mas que desesperadamente deitaste fora, como quem deita fora o trapo.

e nunca pensei que doesse assim, tanto. e passado tanto tempo, continuas a amar pessoas que nem sequer se lembram de ti, que secalhar nem se lembram do teu nome.
para quem secalhar nada significaste.
mas tu continuas a pensar nelas todos os dias, nessas pessoas maravilhosas que conheceste e com quem viveste momentos unicos. continuas a amá-las, como sempre amaste, como sempre amarás.

E à noite, antes de ires para a cama, choras de medo.
choras de saudade.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Férias

é capaz de ser verdade...
relatorios, apresentações, testes, leituras. que fixe.

não sei porque raio chamam de férias a estes 15 dias que além de passarem a correr, não servem para mais nada senão alimentar o stress dos outros dias.
mas pronto, se eu me queixar, caem-me em cima mesmo.
que hei-de fazer?

o mais engraçado é quando, anciosa no dia em que vou ver as notas à pauta, me deparo com injustiças e artimanhas parvas de gente parva que parece nao ter outra coisa que fazer senão
foder o outros.
mas é na boa, nao é? uns esforçam-se e conseguem enquanto que os outros coçam o rabo nas paredes e saem bem melhor.

acho uma falta de respeito, uma autentica estupidez, a merda dos queridinhos-dos-professores, que parecem safarem-se sempre.

o problema é que enquanto a eles lhes falta decência e dignidade, a mim falta-me tomates para fazer as figuras tristes e lamber botas.

mas eu estou bem, aliás nem sequer me apetece deixar o secundário a meio nem nada.
é só a problemática da vida de estudante e da vida dos que nos fodem.

um grande obrigado.
continuo de braços cruzados, podem continuar a lixar-me.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Sinto-me velha.
Tenho dores, rugas, estou cansada.
Levanto-me a temer o pior, deito-me e rezo pela paz, por amor, e peço ajuda. Sinto-me velha.
Faltam-me dentes, tenho dores. Tenho cabelo branco, e muitas dores. Sinto frio quando está calor, sinto o tempo passar como nunca. Sinto-me velha, tenho dores.
Não consigo correr. Estou acorrentada a estes ossos de um século, a este corpo sem formas, a este velha pele suja, enrugada, estragada.
Tenho os dedos curvados, esguios. Estas mãos, cansadas, que me traem quando tremem, esperam a paz.
E estes olhos, tristes, choram pelo passado, pelas memórias, pelos momentos, pela juventude, pelas brincadeiras, pelos sorrisos, pelas mãos dadas, pela saudade de ser quem era.
Estes olhos tristes, choram por saudade, choram por dor, por nostalgia.
Estes olhos, tristes, sou eu.
Estao cansados, velhos.
Têm dores e fecham-se.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Diz-me, diz-me porque é tão complicado esquecer-te,
Diz-me, por favor.
Diz-me porque raio não consigo meter-te para trás das costas e seguir em frente.
Diz-me, porque tens de ser assim tão importante pra mim?
Diz-me porque razão te amo assim, como se não houvesse amanhã.
Diz-me porquê.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Um Fim


Acabou.
Já aguentei demais.
Estou cansada de ti, das tuas atitudes, da pessoa que dizes ser, mas não és. Estou cansada de frases feitas, de rotinas idiotas e beijos não sentidos. Estou farta de mentiras, estou farta.
Já passamos muito, sim. Pensei já ter chegado ao limite várias vezes, já ter ponderado, por nós, por aquilo que sentiamos, mudar, ser melhor. E fi-lo. Mas, estou cansada disso. Eu não vou mudar, por muito que tente, não consigo, e ambos já percebemos isso.
Mas tu, também não ajudas.
Tu, não pensas em mim, não pensas que também poderás estar errado, que poderás estar a agir mal.
Mas agora, chega.
Sabes que não tolero faltas de respeito, e mais uma vez, hoje, meteste-me nojo.

Mas ok, tudo bem. Tu é que sabes.
Come-a. E a todas as outras também.
Não te engasgues.

E não, não penses que mais uma vez, me vais fazer ceder com essas lágrimas falsas.
Não tentes fazer-te novamente de coitadinho.

sábado, 15 de janeiro de 2011

É bem feito.
Tens toda a razão, tens toda a razão em querer falar no passado.
Já passou muito tempo, e como te disse, foi mesmo só isso. Só isso passou. As recordações os bons momentos, as brincadeiras, os risos, os abraços, ficam guardados no nosso coração, com carinho.
Mas tu não percebes... eu sei que peço demais, sei que peço o que não posso ter, mas o que eu desejaria verdadeiramente, era ter-te outra vez comigo, ao meu lado. A minha melhor amiga, lembras-te como nos intitulavamos?
A paciência que tiveste comigo, a forma como lidaste comigo, quando mais ninguem queria saber...
e depois, por cenas tão estúpidas, deitei tudo a perder. E perdi-te.

Como fui ursa, como é possível não ter valorizado mais o que tínhamos?
Mas acredita, que todos os dias penso em ti, penso em nós, e na amizade que contruímos com tanta ternura. E acredita, que se há coisa que queria, era pedir-te desculpa e abraçar-te, minha amiga.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Estou farta de cinismo, hipocrisia a faltas de respeito.
Estou farta de autoritarismo sem razão de ser, de amizades por interesse, de respostas idiotas, atitutes estúpidas e impensadas.
Estou cansada de aturar gente assim, atrasada.
Sabes? Às vezes, sinto-me cansada de lidar com pessoas. Quer dizer, seres humanos, porque de pessoa sabem pouco. Muito sinceramente, Deus vos abençoe e trate de tanta estupidez, que Deus vos abençoe e cure.

Mas eu? Eu sou humana, e tenho so meus limites.... e por agora, chega.
Agora, vou ser eu. Só eu, e primeiro eu. Para gente estúpida, tenho-me a mim, obrigada.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Juro-vos.
Não há mais ninguem na minha vida que ame mais do qe a vocês. Amo-vos todos os dias, todas as horas, todos os segundos que passam. Amo-vos como nunca hei-de amar alguém.
Amo quando me abraçam e me dão o beijo de boa noite. Amo quando tu consegues ou é só uma fase quando estou mal e quando mais ninguem me atura. Amo como sois compreensivos para comigo. Amo-vos independetemente dos vossos defeitos, da vossa ingenuidade.
Mas não compreendo, porque desperdiçais tempo assim, desta forma. Não compreendo a razão de tantas discussões, de tantos mal-entendidos, de tantas confusões.
Não compreendo porque não aproveitais de melhor forma o que vos é dado.

Pai, Mãe, eu posso ser muito nova, posso não saber nada da vida. Mas de uma coisa tenho a certeza: devemos de a aproveitar ao máximo, saborear o que tem de bom, e ultrapassar da melhor forma o menos bom. A vida não se resume a discussões, a dinheiro, a questões assim tão pouco éticas. A vida não se resume ao que fazeis dela. A vida é mais do que isso.
A vida é uma dádiva. Só a vivemos uma vez.
Lembrem-se disso.

De quem mais vos ama,
Alexandra.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Hoje, disse-te que começava a odiar-te.
É verdade, acredita...
Odeio-te cada vez mais mas também te amo cada vez mais.
Desculpa o meu egoísmo, desculpa a falta de compreensão, a falta de companheirismo ou sensibilidade... mas o que sinto por ti, impede-me de ser assim, perfeita como dizes que sou. Espero que percebas agora que estás errado em relaçao a tua percepção de perfeição, que estás errado em relação a mim. Eu não sou perfeita, não sou a super amiga, não sou a simpatia em pessoa, não sou a compreensão que desenhas nem fantástica como idealizas. Sou humana, egocêntrica, cínica, má, cruel.
Mas como já disse, amo-te. Cada vez mais. E por muito que tente, não sou o que devia ser, não sou o que mereces. Só queria que percebesses que não sou assim porque gosto ou porque me dá gozo ser atrasada. Queria que percebesses que dói ter-te longe, que dói partilhar-te com sei-lá-quem, que dói sentir este desprezo da tua parte, que é obviamente sem maldade. Mas dói não ter-te aqui. Dói não ouvir a tua voz, não sentir o teu toque, não ter sequer aquelas palavras doces de boa noite para ler antes de me deitar. Dói, sentir que às vezes sou segunda opção. Mas também dói saber que parte disto não é verdade. Dói saber que estou a ser injusta e não conseguir controlar isto que sinto.
Às vezes, dói saber que tenho mais do que mereço. Às vezes, dói saber que tens menos que aquilo que podes ter.

Tantas vezes me queixo da sociedade que está a ficar apodrecida de falsidade e cinismo, de ciúmes, ambição. E esqueço-me que de igual forma faço parte dela. Esqueço-me que este cheiro podre está entranhado em todos nós, tambem em mim. Também eu me esqueço dos outros, e olho apenas para mim mesma. Também eu me esqueço que não sou o centro do mundo, da tua vida, mas que apenas faço parte dela.

Desculpa, meu amor. Desculpa que, por muito que te ame, consiga desenvoler dentro de mim este sentimento de ódio-egoísmo.

Desculpa,
talvez não devesse amar-te assim. Talvez não devesse querer-te assim.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Natal

Volto a dizer, novamente este ano, o natal devia ser todos os dias. A união devia ser construída todos os dias. Gostava de estar sempre assim, rodeada por toda a família; olhar um por um, perceber, acariciar, trocar palavras destas, doces e tranquilizadoras; ama-los. E ficar assim, até ao resto da vida, rodeada de quem amo.
Feliz Natal.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

sabes, às vezes sinto me perdida. às vezes sinto que nao me conheço... que nao me conheço a mim, que não te conheço a ti. às vezes sinto que vivemos uma mentira.

às vezes sinto-me usada e de imediato deitada fora, como se nada importasse pra ti.
às vezes sinto que não somos o que eramos. às vezes sinto me dentro de uma farça, de uma peça de teatro a contracenar contigo.
às vezes sinto que não dizes a verdade, sinto que me mentes, pior que isso, que omites.
às vezes sinto que não me devias conhecer assim tão bem, sinto que nao devia ser tao previsivel.
às vezes sinto raiva por te amar assim.
às vezes sinto-me desprezada.
às vezes sinto-me usada. às vezes sinto-me traída... às vezes, sinto-me amada.


às vezes sinto falta de ser quem era.
sabes, às vezes sinto falta de mim, sem ti.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

'tou cansada de pessoas, cansada de seres que se dizem racionais, cansada de estupidez, cansada de barulho, cansada da gentinha.
preciso de férias, por favor.
preciso de paz. preciso de ar fresco, puro, sem traições nem injustiças.
preciso de paz, paz.
preciso de paz, só isso.

hoje, quero dormir, esquecer. quero hibernar, desaparecer.
preciso de paz.

domingo, 7 de novembro de 2010

Calma - repito vezes sem conta - tens de ter calma.
Mas parece que o estado pacífico nada quer comigo.
Juro que às vezes de nada tenho certeza... será que vale a pena todo este esforço? Será que conseguirei?

Preciso de confiança, de vontade, de persistência. Mas confesso que umas horitas de sono a mais e um dia ou outro sem stress não faria nada mal --'
Mas tudo bem...

...ou não.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

....

....

Não é um adeus.
Não é isto que te vai separar de nós, não é isto que te afastará.
Continuarás sempre aqui nosso coração, no nosso pensamento. Estarás vivo nas memórias, nas lembraças, nos velhos bons tempos. Entre lágrimas ou sorrisos, estarás sempre aqui tio, connosco.

Não é um adeus.
É um até já.

Descansa em paz.

domingo, 24 de outubro de 2010

Não sei o que pensar.
Sabes quando metade de ti julga que talvez nao devesses ser assim, enquanto outra parte te confere o teu eu e diz que de outra forma não faria sentido?

Pois, talvez não --'
Mas ok... posso fugir de tudo, menos de mim não é verdade?

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Desculpa


Compreende, por favor.
Não é contigo que estou chateada, não é contigo que estou triste, não é contigo que estou assim. É comigo, só comigo.

Mas claro, é óbvio que não compreendes...
Não sentes o mesmo que eu. Não percebes o que é sentir que não somos bons, que não somos o melhor para quem amamos... e que quando o que sentimos é demasiado forte, apenas a distância é solução. Não porque queiramos, mas porque amamos demasiado o outro para o magoar desta forma.
Queria dizer-te isso hoje, quando tentavas perceber o que de mal tinhas feito. Percebes agora que não és tu?

Sou fraca, demasiado fraca. Não sou boa para ninguém, muito menos para ti.
Mereces muito melhor, acredita em mim.
Mereces melhor que todos os ciúmes estúpidos, que todas as parvoíces e devaneios sem sentido desenvolvidos por este ser que há dentro de mim, mas que tento a toda a força, destruir.
Não sou eu, não quero ser. Acredita em mim.
Mas não o sei evitar esse lado anormal e egoísta, esse lado parolo e triste que há dentro de mim e que tantas vezes te vês obrigado a aturar.

Mas há algo em comum entre mim e esse outro eu, mais estúpido e deficiente, que no meu corpo ganha vida... ambos sabemos o que é amar-te.


Desculpa a existencia de sentimentos e vontades tão paradoxais que dentro de mim se reunem.
Mas mereces melhor que isso, muito melhor.

- Não chores, pediste-me por fim.
Deixa-me chorar, é tudo o que ainda posso fazer.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Estás comigo outra vez.
Não imaginas como é bom poder voltar a olhar para ti desta forma, minha amiga.
Não imaginas como fazes parte da minha vida, de mim.
Obrigada.

Adoro-te