sexta-feira, 12 de março de 2010
Não, não quero nada disto.
O que eu realmente queria eras tu.
Apenas tu, meu amor.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Parti o meu coração em duas metades, disponibilizando-te uma. Uma metade do meu coração, uma metade de mim, do meu ser. Quis apenas partilhá-la contigo, e então fundirmo-nos num só.
Queria apenas tocar-te, beijar-te, pronunciar além das palavras aquilo que sinto. Queria berrar aos ouvidos de todos quão grande era o céu. Queria no fundo, anunciar a minha futura felicidade, a teu lado.
Mas agora, apenas quero compreender-te. A ti, e ao que tens feito. A ti, e aos teus sentimentos. A ti, e ao que afinal não és. Agora quero sentir o sangue verter pelas feridas que ao meu coração fizeste. Quero sentir a dor por ti provocada, quero lamentar o tempo que sonhei contigo, connosco. Quero reclamar todas as vezes que em vão acordei e adormeci contigo no pensamento. Agora quero apenas correr pelos vértices da alma, magoar a consciencia e perceber porque me deixei levar.
Agora quero apenas evidenciar as saudades das palavras que nunca disseste, do carinho que nunca demonstraste.
Agora, quero apenas chorar e desfazer o meu coração em pedaços. Não para os partilhar com alguém, mas para os resumir a nada.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Parou. Tudo parou naquele momento. O meu cérebro, o meu coração, e todas as restantes particulas do meu ser.
Paralisei! O tempo parou para mim e eu sei disso. Senti .
Não sei por quanto tempo. Não tenho ideia de quantos milésimos de segundo passaram, quantas horas, quantos anos.... Mas sei que o meu coração bate forte com a ansiedade de repetição. Contento-me com um simples Déjà vu, ou uma elaborada vivência real. Mas não assim, no vazio do abismo onde a esperança está para lá de escassa.
Talvez seja mais um-episódio-da-minha-estupidez, mas é um episódio que quero voltar a ver. A sentir. A viver.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Chego diante de um abismo. Penso estar a escassos centimetros do fim da rocha. Está muito escuro, é confuso. Mas consigo ver um vazio sem fim, e eu aqui no cimo com a sensação de que o chão está a ruir debaixo dos meus pés. Tento encontrar-me. Perco-me num labirinto de pensamentos, acompanhados por este som tão doce, tão triste, esta melodia mágica capaz de me hipnotizar, de me fazer perder a cabeça.
A minha mente está perdida, quase morta. Não quero que morra, que desapareça, não quero perder a restante capacidade de raciocínio... mas torna-se difícil, tão difícil.
Preciso de verter todas estás lágrimas que me afogam a alma. Não quero de todo destruir o meu espírito em lágrimas interiores que de nada me servem. Preciso de as derramar, de aliviar o meu cérebro. Preciso de respirar sem pausas, sentir o ar chegar aos pulmões, sentir o bater do meu coração. Preciso de sentir o mais básico, preciso de sentir que estou viva. Preciso acima de tudo de seguir em frente, construir a minha vida aqui em cima, e deixar para trás o chão que está a ruir mesmo por baixo de mim; deixar para trás o grande vazio que se encontra mesmo diante a mim, este enorme abismo. Eu, preciso de transformar estes impedimentos em algo útil, que me auxilie a dar a volta, a saltar por cima, a ser mais forte.
Eu preciso dessa força, para dizer não a esta noite vazia. Para dizer não a este amargoso soluçar da vida.

sexta-feira, 3 de julho de 2009
Continuação
Olá, outra vez.
Publiquei há uns tempos aquele que seria supostamente, o meu último post neste blog.
Na verdade, por muito estúpidos e irracionais que sejam todos os desabafos e pensamentos por mim deixados neste blog, não passo sem eles. Sinto a falta de desabafar os meus devaneios com as palavras. Com os pontos finais. Com as vírgulas que certamente nunca terão fim na minha vida.
Portanto, os meus delírios continuarão...
...até quando, não sei.
terça-feira, 12 de maio de 2009
Não há muito mais para dizer.
Os sentimentos são sempre os mesmos, os desabafos são sempre os mesmos, as emoções são sempre as mesmas. Eu sou sempre a mesma. Aliás, era.
Chegou a altura de colocar pontos finais a vários parágrafos da minha vida. Chegou a hora de escrever um fim a vários dos planos que me constituem... e um deles, é certamente todos estes estúpidos desabafos, todas estas memórias que por vezes, me impedem de avançar. Quero esquecer. Quero começar de novo. Com outros sentimentos, com outras pessoas, com outro eu. Quero queimar todos estes pedaços que um dia fizeram parte de mim... quero simplesmente, que desapareçam sem deixarem vestigios alguns.
Quero ainda, agradecer-vos, a vocês leitores do meu blog, que durante todos estes meses acompanharam os meus devaneios e que sempre tiveram uma palavra amiga para me dar. Por isso, muito obrigada.
Até sempre.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Perturbação
Quero controlar a minha mente. Preciso urgentemente de não pensar. Preciso de uns momentos de pausa, longe do mundo e da humanidade.Sinto-me a ensandecer. O medo sequestrou-me o cérebro. Agora, sinto-me mais uma. Agora não sou mais quem olha para os outros sem ver o seu reflexo. Agora que algo mais forte se apoderou de mim, sei que não preciso de mais nada além de fugir. Apenas isso. Já não adianta pedir paz, rezar, ou mesmo esperar que tudo fique bem. Agora é tarde demais. Agora que estou louca, só me adianta fugir e isolar-me não com outras pessoas, não noutros pensamentos, não noutro local nem mesmo noutro planeta. Quero isolar-me de mim mesma, desfazer-me toda eu em pó, e resumir esse pó a nada; antes que o mundo o faça por mim, antes que a humanidade tenha o prazer de acabar com tudo.
Para isso, preciso de não pensar, de não imaginar, de simplesmente não ter capacidades para tal. Preciso deixar de viver.
Confesso, este medo apavora-me. Existir apavora-me.
sexta-feira, 27 de março de 2009
Estes gritos. Estes gritos que se ouvem em versos mudos.
Estes gritos, estas pequenas partículas de raiva, de dor. Estes gritos que te ensurdecem a alma. Sente-os comigo. Anda, vem destruí-los. Dá-me de novo a voz, dá-me novamente a vida. Deixa que as tuas doces lágrimas me sequem o coração. O coração que chora, o coração que grita, que se perde no meio de toda esta demência. Dá-me a mão, torna estes sonhos sangrentos em algo que, mesmo doloroso, seja real.
Deixa-me sentir o bater do teu coração. Deixa que esta solidão tenha um fim.
E repara nas absurdas utopias que crias em meu redor, repara nos sussurros indeléveis da minha alma... repara no eco da escura sombra silenciosa do amanhã que nunca mais chega...
quarta-feira, 18 de março de 2009
segunda-feira, 9 de março de 2009
Estou perdida, no meio de todas estas discussões infernais que se originam assim, umas atrás das outras, sem piedade alguma de mim. O stress está a atingir-me mais que nunca. Quero enterrar-me, proteger-me num sítio bem escuro, bem distante de todas estas discussões e problemas. Quero desaparecer, ficar longe de tudo isto.
sábado, 28 de fevereiro de 2009
A Viagem a França
A contagem decrescente fervilhava-me no sangue. Estava anciosa para viajar até França, não só por visitar um ponto do mundo tantas vezes mencionado mas também por estar prestes a aproveitar esses maravilhosos momentos na companhia de pessoas que são tão importantes na minha vida! Dia 21 de Fevereiro partimos finalmente. Foi na minha opinião, um delírio que nem eu própria acreditara estar a viver.
Durante aquela semana, concentrei-me apenas em vive-la ao máximo, sendo ela uma experiência única e irrepetível. As emoções começaram a fluir assim que chegámos: estar no cimo da Torre Eiffel a apreciar a maravilhosa paisagem de Paris, é sem dúvida bestial. Visitámos muitos outros locais da cidade de Paris, entre eles, o deslumbrante Museu do Louvre repleto de obras incríveis e o Museu Nacional de Arte Moderna Centre Georges Pompidou.
O passeio a pé pelo Arco do Triunfo e pelos Campos Elísios, e o passeio nocturno pelo Rio Sena no bateau-mouche, deram-me a perceber a força que os estupendos espaços verdes tem sobre a beleza daquela cidade. Visitámos ainda outros monumentos: o Museu d'Orsay, a Basílica do Coração Sagrado, o magnífico Palácio e jardins de Versalhes e a Catedral de Notre-Dame, que na minha opinião é um dos mais belos monumentos que já tive oportunidade de visitar.
A diversão chegou ao ponto máximo no dia em que fomos à Disneyland: nunca tinha imaginado que poderia um dia divertir-me tanto! Não posso deixar de evidenciar o Space Mountain, a actividade que mais despertou em mim histerismo puro neste parque.
O Futuroscope é um parque temático bastante interessante em Poitiers que também tivémos oportunidade de visitar, cheio de actividades encantadoras.
Posso dizer que aprendi montes de coisas nesta viagem e que tive a possiblidade de conhecer novas pessoas, com as quais me diverti imenso.
É ainda difícil mentalizar-me que estive em França, pois vivi sensações únicas, que me fazem pensar que tudo foi um sonho. Por outro lado sei que tudo foi muito real:
Atrevo-me mesmo a dizer que esta viagem foi perfeita.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
.
In the beginning I
Never felt so alive
In the beginning you
You blame me but
It's not fair when you say that I didn't try
I just don't want to hear it anymore
I swear I never meant to let it die
I just don't care about you anymore
It's not fair when you say that I didn't try
I just don't care about you anymore ..."
I just don't care about you anymore...
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
e acreditava sériamente que nada é impossível, que toda esta utopia pode na prática, ser real [...]
domingo, 11 de janeiro de 2009
Eu sei disso, bem melhor que vocês. E, acreditem ou não, todos os dias faço um enorme esforço para mudar; e não, não é por vocês, é por mim, por eu própria não me sentir bem assim no meio destas emoções contraditórias, no meio deste paradoxo de sentimentos, e por acima de tudo não querer perder-vos de forma alguma.
Sei que a minha insistente alteração de humor torna-me mais difícil e insuportável. Sei como é díficil para vocês suportarem toda a minha teia de sentimentos, mudanças, contrariedades e confusões. Tenho ideia da paciência que de vós exploro para me aturarem. Mas por muito que me perturbe este rodopio confuso da minha maneira de ser, por muito que tente, eu não consigo mudar. Não consigo lutar contra mim própria, contra o meu defeituoso eu.
Na verdade já estou habituada a lidar com estas estúpidas alterações de humor e sentimentais. Por outro lado, para além de não controlar essas alterações, também não consigo controlar a nossa amizade. Isso derruba-me; destrói passo a passo cada pedacinho de mim. Pensar que devido à minha estúpida maneira de ser, posso perder a vossa amizade devasta-me totalmente.
E por muito indiferente, por muito estúpida, por muito parva que possa ser para convosco, acreditem que perder-vos é uma das últimas coisas que quero.
Contudo, vejo a nossa amizade esvaecer devido aos equívocos que surgem da minha parte. Devido a todas estas minhas atitudes ásperas.
Sinto que se vai reduzir a nada, e que no fim não vou puder voltar atrás; no fim, não vou puder apagar os meus erros e reconstruir a nossa amizade. No fim será tarde demais.
No fim perder-vos-ei.
Amo-vos.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Automatic, I imagine, I believe...
Do you die?
Do you bleed?
For the fantasy;
In your mind, through your eyes, do you see?
It's the fantasy.
Automatic, I imagine, I believe!
Say it! Say it! Say it to believe
[Automatic, I imagine, I believe]
...
sábado, 3 de janeiro de 2009
...

domingo, 28 de dezembro de 2008
No Limite do Ódio
Finalmente, lápis e papel. Tenho que escrever, estou a explodir. Sinto-me a estoirar de raiva. Apetece-me gritar, berrar bem alto até ensurdecer todas estas ditas pessoas. Quero berrar até desfazer as minhas cordas vocais, até perder a voz, até sentir que tudo à minha volta se desmoronou durante o meu súbito e inconsciente grito... um grito que é para mim devastador, mas que para todos vocês é inaudível, desprezado, completamente ignorado sem capacidade para estragos alguns. Um grito calado, um grito de ódio que se desenvolve dentro de mim e, que a cada segundo que passa dói mais, ferindo-me a alma sem dó nem piedade.
Estou tão farta. Sinto-me alérgica a seres humanos, a cada vestígio de vida racional. Sinto cada pequenino momento de alegria a escorrer-me por entre os dedos e transformar-se em pesadas lágrimas impossíveis de carregar. Não as aguento mais. Não suporto todas estas tortuosas atitudes inumanas.
Estou a ferver, sinto a fúria a crescer no meu interior, sinto que pode rebentar a qualquer momento. Sinto que todos estes arrufos estão, e agora mais que nunca, a contribuir para me transformar num ser mais que horrível, mais que indesejado; num ser ainda mais estúpido que o habitual. Sinto que pouco a pouco reflicto-me nisso mesmo, num monstro em forma de gente...
sinto que no meio de tanto ódio acabo por deixar de sentir o quer que seja.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Natal?
Não estou com um único pedaço de paciência para escrever um desabafo sentimental, comovente ou algo mais parolo. Não estou com pachorra alguma para essas porcarias.
Desculpem estas expressões, mas este dia é mais que estúpido.
Natal? Que bonito!! Todos estão juntos e anseiam pela meia-noite para abrir os presentes. Tão mágico, tão único. É Natal, viva!
Até fazem montes de campanhas bonitas e tocantes para ajudar os pobrezinhos, os ditos coitadinhos que vivem na rua ou as crianças que são todos os dias vítimas de escravatura, vendidas, mal-tratadas e que vivem sem condições nenhumas, com fome, sem higiéne, sem amor, sem qualquer gesto de carinho. Para quê armarmo-nos em bondosos e meigos neste dia? Para quê mostrar um lado que para muitos não existe? - um lado falso de preocupação e bondade? Oh Meu Deus! Será que estas crianças e estas pessoas sem abrigo existem únicamente 1 dia no ano? Será que têm direito a serem alimentados apenas no dia mais bonito do ano, o mágico e maravilhoso Natal? Porquê estas campanhas de solidariedade? Para mostrarem que se lembram dos mais desfavorecidos? Não, meus amigos. Até bem pelo contrário. Esta gente, estas pessoas lembram-se exclusivamente dos mais desfavorecidos porque fica sempre bem mostrar que se é solidário, mostrar o raio de um lado sentimental que não existisse. Sim, que não existe, pois se existisse todos esses seres tão superiores que têm nas suas mãos o poder, não deixariam de todo que isto acontecesse, que todas estas pessoas sem condições continuassem assim, sem progressos alguns. Não me digam que é feito aquilo que se pode, não me queiram tapar os olhos. Não me digam que mais vale um dia no ano do que nenhum; Não me digam isso porque quem tem a coragem de o dizer é porque concerteza não tem a capacidade de sentir, e de perceber o quão desumano é viver daquela maneira. E não percebo como conseguem ignorar esta situação. Mas tudo bem. Ignorem à vontade, estão até aí, no vosso direito; mas não quando se dão ao trabalho de tentar acalmar os ânimos ao encobrir da população esta desumanidade, tentar mostrar através de iniciativas natalícias que é bom contribuir, que para nós ajudar não custa e que para todas essas pessoas, todos os mais pequenos gestos de ajuda valem muito. Até certo ponto sim, têm razão: de facto não nos custa a nós ajudar os outros, mas para quê ajudá-los no Natal em vez de pôr em prática algo concreto que os ajude não só no dia de Natal, mas sim sempre?!
Sim. Já estou habituada a comentários do género "então se és assim tão generosa e amiga porque não fazes algo revolucionário?". E se a mentalidade de pessoas que dizem tamanha barbaridade evoluísse um pouco e percebesse que uma única pessoa não é capaz de mudar o mundo?
E eu sei que por muito indiferentes, por muito que ignorem tudo isto, toda a gente por mais fria que seja tem noção de que é preciso mudar. Então porque não mudamos? Porque continuamos de braços cruzados à espera de que algo seja feito? Porquê não passar a palavra e ter consciência de que cada um de nós pode fazer a diferença? Porquê?
Natal? O Natal já não tem magia, já não tem cor. O Natal é triste. Nós pintámos um fundo a preto e branco sem retorno possível e desta forma o pouco branco que ainda existe deste triste cenário desaparecerá por completo...
Odeio este discurso mas é inevitável fazê-lo.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
A Sepultura
Escolhi pedra a pedra; cada grão de terra, cada insecto devorador, cada pedaço de tristeza. Elegi-os ponderadamente: cada um mais perfeito que o outro! Faltava-me o sítio ideal... um lago sangrento carregado de sofrimento e dor; uma floresta escura, sombria e ilusória, vandalizada por almas perigosas... Seria assim o local da minha fusão de horrores, o local do meu além, o local mais perfeito para construir a minha eterna sepultura. Seria irónico dizer que esse sítio me caiu do céu mas na verdade assim foi... finalmente encontrei-o; um paraíso absoluto, um reino só meu que imergia a paz do inquietante e perturbador silêncio; o silêncio de todos aqueles momentos perdidos, de todas aquelas palavras que se sumiram do meu cérebro, que foram na sua generalidade, em vão.
Longe de tudo quanto era humano, pude apreciar calmamente aquele que apatir de agora seria para sempre o meu espaço, o meu mundo... o meu nada!
Voltei no dia seguinte. Caminhei ao anoitecer até ao local que elegi com todo o amor. Estava frio... tanto frio! O caminho enlameado dificultava-me a passagem; As raízes espinhosas das árvores que se estendiam até ao caminho fizeram-me tropeçar – arranharam e feriram-me arduamente o corpo: picadas dolorosas que me queimavam a película interior, a mente!
Recolhi os deliciosos espinhos, erva por erva, e segui caminho. Depois de tantas dificuldades cheguei! Atirei-me para o chão pantanoso e deliciei-me com o seu maravilhoso paladar! Acariciei-o, saboreei-o, cavei-o lentamente. Prezei aqueles doces instantes que nunca seriam repetidos durante toda a minha vida morte. Escavei cada parcela de terra delicadamente até obter uma cova profunda, e juntei então essas mesmas parcelas em torno da cavidade. Estava de facto, uma obra de arte! Era a minha sepultura que respirava liberdade, uma brisa incrivelmente natural. Diferente sim, mas única. A única sepultura que exibia a sua mais eloquente beleza! Para que precisaria eu de uma enorme pedra em cima depois de estar morta? Para ser mais uma campa comum? De nada me serviria!!
Depois de terminada, observo-a, aprecio-a obstinadamente até chegar a uma conclusão, a uma única palavra que descreva tamanha beleza... mas é demasiado perfeita, demasiado minha! Em frente á minha [futura] sepultura despeço-me de todos os momentos, da luz do sol, da escuridão da noite, dos sorrisos insaciados, das lágrimas sangrentas e de toda a (in)felicidade... atirando-me então para o vazio, para a profunda e deslumbrante incerteza do infinito, da minha perpetua sepultura... E vejo-me para sempre no meu tão doce e desejado fim.
... And rest in peace...
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Invisibilidade
Quero ser invisível.
Quero vestir a minha capa transparente e viver o que nunca pude. Quero olhar-te nos olhos e dizer-te com a minha voz inaudível que te amo. Quero tocar-te, beijar-te com a minha
Quero, e sei que sim - eu vou conseguir! Com ou sem transparência eu vou alcançar(-te).
Não quero saber demais nada. Não me importa o que pensam, o que dizem, ou o que simplesmente desconhecem. Não vou deixar envolver-me outra vez por palavras amigas que me levaram a desistir. Sei pensar por mim própria, sei tomar decisões. Acima de tudo sei que nada é ímpossível, a não ser que eu assim o queira. E não, não estou a ver o lado mágico da situação. Estou pelo contrário, com os pés bem assentes na Terra, capaz de ver lucidamente aquilo que realmente é ou não possível. Não digo que será fácil, pois também não me quero enganar a mim mesma, mas não é de todo impossível. Eu sei que não. E nada, absolutamente nada me fará perder esta determinação.
sábado, 22 de novembro de 2008
Afastamento do que não sou
Basta! Não quero continuar a ser uma pessoa que não sou. Agora chega!
Estou farta! Estou farta destes sorrisinhos de merda, destas supostas palavrinhas doces, e destes sentimentos não sentidos. Estou farta de olhares fingidos, de gargalhadas que no fundo não contêm felicidade, mas sim humedecidas lágrimas proporcionadas por desconfiança-e-medo, os tais sentimentos que desde sempre me preseguem, e dos quais procuro fugir! Repito para comigo mesma que quero e vou mudar; quero ser eu, unicamente isso. Perco-me na profundidade de razões que me cansam este eu, este falso eu. Não quero mais balbuciar palavras que na verdade não sinto. Não quero mais esconder de mim mesma, a realidade em que vivo, nem a minha realidade perante os outros. Não mais.
Agora sei que fingir ser algo que não sou, trás-me tudo menos felicidade. Agora sei que sozinha ou acompanhada, apenas serei feliz sendo verdadeira não só com os outros mas acima de tudo comigo mesma...
É só isso que quero, dar vida ao meu verdadeiro eu.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
A Tua Amizade
Não compreendo como é que podemos deixar que isto aconteça, Algodona Doce!
Não é apenas de acontecimentos recentes a que me refiro, mas desde sempre… desde aquele dia perfeito em que inaugurámos entre nós a palavra amizade!
A verdade é que, por muitos momentos inesquecíveis que possamos ter passado, por muitas gargalhadas partilhadas, lágrimas que mutuamente tentámos secar, depois de todos essas circunstâncias, há algo de errado, minha querida! Há algo que nunca percebi e que nunca hei-de perceber! Lembras-te de todo aquele tempo em que praticamente nos deixámos de falar? Aquele tempo em que estupidamente falando, teríamos morrido uma para a outra? Pois bem, depois disso, começámos a conviver novamente e todos os nossos conflitos sem razão de ser deixaram de existir… e se pensares bem irás concordar comigo! Pensei então que esses conflitos fizessem parte do passado, e por bastante tempo, fizeram! Pensei que esses contratempos “fizessem parte”, pois estávamos ainda a conhecer-nos, pensei que fosse por na altura em que ainda ditas “crianças”, não sabíamos dar valor a uma verdadeira amizade… mas enganei-me! Infelizmente, esses conflitos estão de volta, e eu não entendo o porquê disso! Agora já não! Ambas crescemos e sabemos valorizar o que é realmente importante, sabemos não desperdiçar e aproveitar tudo o que a vida tem de bom para nos dar, menos isto… Não compreendo qual o prazer de nos chatearmos desta forma! E não, não me digas que são apenas brincadeiras, porque ambas sentimos que não são! Não é chatear no verdadeiro sentido da palavra, isso não; mas evitamo-nos, ignoramo-nos, eu sei que sim! Não queria de forma alguma que as tais brincadeiras se transformassem em algo mais grave que arruíne a nossa amizade, isso não por favor! Adoro-te demais para permitir que a nossa amizade volte a escassear. Não me quero lembrar do frágil fio que há tempos nos unia. Nós reforçámos esse fio, tornámo-lo em algo muito mais forte e duradouro. Lembraste?
E sei, eu sei que tal como eu, não queres de forma alguma que tudo volte atrás, que tudo volte a ser como dantes.
Não estou a dizer que a culpa é tua, nada disso. Só quero que percebas o que sinto e o que está a acontecer, para que daqui a uns tempos não seja tarde demais. Queria também perceber o verdadeiro motivo que nos leva a fazer a isto; que nos leva a atirar bocas, a arreliarmo-nos sem necessidade para tal. Queria puder meter um ponto final nesse aspecto para que pudéssemos novamente voltar ao que éramos nestes últimos tempos, antes disto ter voltado a acontecer! Eu adoro-te, mais do que por vezes possas pensar! Adoro-te e quero preservar a nossa amizade por muito, muito mais tempo!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Tempestade de Sentimentos
Eu estava lá! Anotei todos os minunciosos promenores que me torturaram o cérebro, que me cegaram a vista. Chegaste à hora certa, tal como haviamos combinado! Eram 4 horas da manhã e tu entraste... abriste silenciosamente o cadeado das correntes que fechavam aquele portão sinistro; entraste e, rompendo toda a escuridão da noite, dirigiste-te para o baloiço!O luar iluminava o pequeno parque, as estrelas brilhavam mais que nunca, e tu eras a mais luminosa de todas elas.
Estava frio, o vento soprava forte. Escondida atrás do arbusto, observei-te até ao último segundo; baloiçavas lentamente naquele que um dia poderia ter sido o nosso baloiço, que algum dia poderia ter sido marcado por um nós.
Sopravas de anciedade, estavas aparentemente preocupado... ninguém no seu perfeito juízo mandar-te-ía um bilhete para estares num sítio tão deserto àquelas horas da noite! Por outro lado, ninguém no seu perfeito juízo iria a tal sítio sem saber com quem estava a lidar, mas tu foste!
De repente, o irritante som rouco das correntes dos baloiços, deixou de se ouvir; meteste-te de pé e esfregaste as mãos. Vagueaste de um lado para o outro á espera de algo que nem tu sabias bem o que era.
E eu estava ironicamente feliz... num lugar tão só, estavamos apenas tu e eu. Apenas eu podia apoderar-me de ti, apenas eu podia deliciar-me com a tua incansável e perfeita beleza! Só e apenas eu!
Senti-me a escorregar... começou a chover e eu nem dei conta... O chão ficou escorregadio e lamacento. Apreciei cada gota de água que, vinda do céu, deslizava no teu lindo rosto, desde a ponta dos teus cabelos, seguindo-se pelos teus olhos cintilantes, até chegarem aos teus lábios, onde se desvaneciam perdidamente.
Depois de tamanha espera, preparaste-te para ir embora até que uma voz fria e aguda gritou o teu nome desesperadamente! Decidiste então esperar e observar a tremenda loucura diante os teus olhos.
Foi então que demasiado angustiada, saí de trás do arbusto e, a chorar caminhei até ti; estavas assustado ao assistir ao vivo à estupidez doentia de alguém que para ti não existe. Perguntaste-me o meu nome, lembras-te? Como era doce a tua voz!
O meu nome não importava, agora já de nada servia.
Como é boa esta sensação de espíritos invertidos! Como é bom saber que, tal como me fizeste sofrer, estás a passar também por toda essa dor... mas aqui comigo; debaixo desta ensanguentada detonação de sentimentos, sensações e lágrimas... onde faço de ti prisioneiro de toda a maldade!
...E aparentemente o vento ficou mais fraco! A Chuva parou, e as correntes dos baloiços silenciaram-se definitivamente. Depois da tempestade, vem a tranquilidade... o sossego que teremos para sempre no céu, no inferno, ou em qualquer outro paraíso idealizado por nós, nesta noite em que ao som da desgraça, conseguiste perceber o mundo que realmente não conhecias, meu amor!
Não é amor, é ódio!
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
This is Halloween
"This is Halloween, this is Halloween!
Pumpkins scream in the dead of night
This is Halloween, everybody make a scene
Trick or treat 'til the neighbors gonna die of
fright!
It's our town. Everybody scream.
In this town of Halloween...
I am the one hiding under your bed,
Teeth ground sharp and eyes glowing red.
I am the one hiding under your stairs
Fingers like snakes and spiders in my hair..."
Happy Halloween !
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Cinzas de gelo
Sinto o sangue a fever, prestes a saltar-me das veias! Apetece-me gritar, berrar ao mundo toda a raiva, e o quão estúpida me sinto!
Sinto cada pedaço de gelo fervilhar-me no coração, que congelou definitivamente; vejo todo esse gelo todas essas correntes no contraste do meu cérebro que arde, arde incontrolavelmente.
Sinto cada cinza, cada uma dessas pequenas particulas a desfazer-se por completo dentro de mim mesma. Não consigo suportar! Estou congelada, mas arduamente queimada. E afogo-me em todo este desespero e lágrimas; dor que certamente ferir-me-ia a minha
... e aguardo que todos os pedaços de gelo me tranformem num só, ou se desfaçam para sempre com estas as sufocantes chamas...
sábado, 18 de outubro de 2008
Muse - Time Is Running Out
Asphyxiated
I wanna break this spell
That you've created
You're something beautiful
A contradiction
I wanna play the game
I want the friction
You will be
The death of me
Yeah, You will be
The death of me
Bury it
I won't let you bury it
I won't let you smother it
I won't let you murder it
Our time is running out
And our time is running out
You can't push it underground
We can't stop it screaming out
I wanted freedom,
Bound and restricted
I tried to give you up
But I'm addicted
Now that you know I'm trapped
Sense of elation
You'll never dream of breaking this fixation
You will squeeze the life out of me
Bury it
I won't let you bury it
I won't let you smother it
I won't let you murder it
Our time is running out
And our time is running out
You can't push it underground
We can't stop it screaming out
How did it come to this
Ooooh yayayayayaya
Ooooh yayayayayaya
Ooooh yayayaya oooohh
You will suck the life out of me
Bury it
I won't let you bury it
I won't let you smother it
I won't let you murder it
Our time is running out
And our time is running out
You can't push it underground
We can't stop it screaming out
How did it come to this
Ooooh yayayayayaya
Ooooh yayayayayaya
Ooooh yayayaya oooohh

MUSE
Forever and ever.
<3
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
...Aqui sozinha,anseio a tua chegada.
O vento sopra o teu nome aos meus ouvidos; sinto-me estranha, inevitavelmente apaixonada!
Vejo-te aproximar, voo demasiado alto!
Borboletas inquietas perturbam-me o estômago.
Olhas eu teu redor e não vês nada, não vês ninguem, não me vês a mim! Mais uma vez, fico à deriva nestas sinuosas ilusões... à espera de um dia em que alucinações como estas se tornem concretas realidades; à espera de um dia em que voar se transforme num movimento terrestre, em que consiga sentir o chão debaixo dos pés.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Imagino-te um ser único, incomparável a alguém; um herói! Assim és nos meus sonhos!Alguém que abusa da palavra humano, alguem que é muito mais que isso... alguém realmente perfeito, com todas as capacidades, com toda a inteligência e mais alguma! Alguém que me pertence, e que me ama da mesma forma que eu!
Consegues imaginar como são os meus sonhos? Então repara na tamanha desilusão que passo, quando acordo e me apercebo que não há esse alguém, quando descubro que estou longe de que algo tão perfeito aconteça!
Vivo constantemente neste mundo, neste sonho! Mas mesmo de olhos abertos, e com noção da realidade, noto que afinal continuas a ser perfeito! Afinal és como nos meus sonhos, mas estás longe de saber que eu existo! Desta forma, há algo que falta para completar a tua perfeição; falta-te visão raio-x, para conseguires ver a forma como o meu coração acelera no meio de tantos outros, com o simples facto de te ver passar. Algo de anormal me invade nessas alturas, em que sinto que o coração saltar-me-á do peito, outras vezes sinto que parou de bater, e que congelou para sempre com o frio que deixas naqueles momentos em que o teu olhar se cruz com o meu, mas em que tu nem sequer notas a minha existência.
E continuo a sonhar contigo por muito que me angustie, por muito que me torture... mas é impossível deixar de pensar em algo tão indescritível como tu.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Porquê que nem tudo é possível?
Porquê que temos o dom de sonhar, mas não de concretizar todos esses sonhos, todos esses desejos? Porquê?

quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Está frio, e muito escuro! Mal consigo respirar. O ar parece escasso! Acendo a luz, mas continua escuro... uma escuridão diferente de todas as outras, uma escuridão gélida, sufocante. Arrepio-me e depressa me ponho de pé!
Caminho lentamente pelo chão gelado do corredor, um corredor sem fim, um corredor sem luz, um corredor vazio, onde apenas o bater do meu coração se ouve.
Este som irritante deixa-me completamente apavorada, ao perceber que tudo á minha volta não existe, ao perceber que estou rodeada por um vazio silencioso, um vazio perpétuo. Só eu, e apenas eu! Por momentos, deixei de o ouvir bater. O meu coração deixa de bater; É então que um silêncio perturbador se instala!
Continuo a caminhar ao longo de todo este corredor, cada vez mais perturbada com o silêncio que se entranha na minha mente.
Acelero o passo. Não sei para onde me dirigir, só queria que a escuridão, este silêncio, me abandonasse... só queria libertar-me de todo este medo, para sempre.
Caminho cada vez mais depressa. Estou assustada. Choco contra as obscuras adversidades deste corredor, deste túnel sem fim.
Vejo ao longe grandes labaredas, que formam uma parede de chamas. Corro para junto delas! O ar é agora mais abrasador. Sinto-me a descongelar lentamente. Agora tenho luz, calor... que afastam a escuridão fria por momentos...
Apercebo-me então que é mais uma barreira, meu Deus! Uma barreira de fogo, que tenho de atravessar. Mas se o fizer, morro!
Quero e vou conseguir ultrapassar esta barreira, tenho que arriscar. Recuo alguns passos, e ganho tento ganhar coragem; Não consigo, é difícil demais! Que desespero! Não posso ficar aqui para sempre, neste corredor sem fim... Não há alternativa, é a única hipótese de escolha!
Mentalizo-me mais uma vez, e avanço rapidamente contra a parede de chamas que se encontra à minha frente, encostada a mim, e na qual estou agora introduzida, rodeada de monstruosas chamas, asfixiada por este calor mortífero! Estou em chamas, estou a arder! Movo-me entre esta espessa camada de fogo, à descoberta de algo a que possa chamar de vida!
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
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Apenas desaparecer...terça-feira, 9 de setembro de 2008
Nunca! Sem dúvida que nunca me esquecerei de todos aqueles instantes passados com vocês! Saber que entre todas as discussões, adversidades, distúrbios, saber que entre tudo isso se encontra uma amizade como a nossa. Saber que por muitos altos e baixos que existam, esta amizade não terá fim. Saber que com qualidades, defeitos, todas nos aceitamos umas ás outras, saber... saber de tudo isso, deixa-me assim, feliz!
E um dia, iremos (re)viver o passado, aquelas gargalhadas, aquelas palavras... aqueles momentos mais que perfeitos passados com vocês! Momentos que ficarão para sempre gravados nas nossas memórias; Momentos que um dia irão trazer saudades, lembranças que serão recordadas com sorrisos rasgados, lágrimas de alegria, saudade... saudade de todos estes tempos, de todos estes instantes minuciosos, únicos...
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Sim, tens razão.Não vale a pena falar, não vale a pena sequer pensar.
Agora, nada vale a pena. Afinal, aqui quem te insulta sou eu, a má sou eu! Não é assim?
É estúpido demais deixar-me enganar assim pelas pessoas, por meras palavras que não valem nada! ... É estúpido, mas é a realidade!
Mais estúpida ainda sou eu, por me deixar atingir desta forma, por deixar que o meu coração sangre desta maneira...
Mas agora acabou, quero ser feliz e não é por me ignorarem que vou deixar de o ser.
A minha sensatez chegou ao fim. É dito e murmurado que a minha maldade já não tem limites... Portanto censurem-me, critiquem-me, repreendam-me. Façam o que bem vos apetecer, mas eu não vou mudar a minha maneira de pensar, não vou deixar que me façam novamente cair numa escuridão ainda mais negra que esta; Não vou!
Não quero saber demais nada! Quero apenas tentar recuperar o que por ti perdi, tentar reaver quem realmente me fazia feliz, aquelas amizades verdadeiras que por tua causa, consegui perder!
segunda-feira, 1 de setembro de 2008

My veins are bursting through, prisoners that live under my skin,
They call, out my name and anger takes it's hold
It's hold, but it wont stop coz I have no control,
I have no control.
It calls, calls out my name,
It holds, it holds, it holds me down.
I stare into your eyes, I stare into your eyes until,
The tears start to pour rivers down your face I can't ignore,
It calls, out my name and anger takes it's hold,
It's hold, but it wont stop coz I have no control,
I have no control
You say, your way
Was the only way to be..."
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
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Porque não tenho a mesma oportunidade que os outros para me libertar, para fugir daqui, e largar tudo isto?
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
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terça-feira, 26 de agosto de 2008
O silêncio instala-se novamente. Não consigo! Não consigo passar por tudo novamente!Não consigo sequer pensar que aquele ruído inquietante voltou!
Sinto-me rodeada por desconhecidos, sozinha no meio de tudo, no meio de nada! Não conheço ninguém, ninguém me conhece.
Sou invisível; Estou resguardada pela transparência! Uma transparência que só eu vejo, que só eu [
A mente está presa, o corpo não reage. Sou prisioneira do mundo, do meu coração, de mim mesma!
Não consigo ouvir nada, nem o meu próprio grito! O meu grito silencioso, o silêncio ensurdecedor que me afasta de tudo! O grito de revolta, o silêncio de pânico...
sábado, 23 de agosto de 2008
Neste inferno tudo morre, nada renasce.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Há pessoas que não vêem, há outras que não querem ver!
Há as que complicam, e outras que gostam de o fazer!
E eu aqui, olho em meu redor, observo as atitudes, as palavras, os gestos... E tu desse lado, fazes me pensar nos porquês de tudo isto, nas dúvidas, nas confusões, nos momentos... Tu que finges não perceber, tu que ignoras a realidade, tu que me dás asas, e que de um momento para o outro tens o agrado de mas tirar.
Tu que dizes, que fazes... mas que não sentes!
Não sentes nada do que dizes sentir, nem do que fazes.
Finges que não vês, finges que não percebes...
Mas eu conheço-te...
E é por te conhecer tão bem que estou farta;
Estou farta das mentiras dessa tua boca,
Cansada de pensar que desta vez estás a ser sincero...
E na realidade, a tua sensatez não passa de uma ilusão criada por mim para fugir à verdade!, uma verdade que estou farta de esconder... mas uma verdade que tu provávelmente não sentes, e dizes sentir com um sorriso no rosto! Mas essas palavras são falsas!
Só me pergunto porque raio de razão as dizes, porque raio de razão me fazes senti-las?!
Porquê que ages, sem saberes aquilo que queres?
Porquê?
terça-feira, 19 de agosto de 2008
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
sábado, 16 de agosto de 2008
The mental picture and let it be shown
It looks a lot like this
And I can't bear to look alone
There's a little inside
That we never really know
Till the hole gets deeper and it starts to show
There's a part of you
That likes to feel it too
Just like we always do
I cry but I can't explain
Why I never be the same
I know I'm just another face in the crowd now
Yeah I'm invisible"
...
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Está tudo doido... nada faz sentido.
Nada é igual, ninguém é como era; Tudo tem outro rumo, outro objectivo, outra vida.
Todas as palavras, todos aqueles momentos são agora recordados em lágrimas! Lembro-me frequentemente de promessas feitas, da troca de carinhos, palavras que nos faziam sentir bem, unidas... Uma amizade que jurámos nunca ter fim. Lembras-te?
E aquelas gargalhadas estúpidas, aquelas que faziam com que todos ficassem a olhar para nós com inveja da nossa felicidade, da nossa união.... sorrisos que, comigo ficarão para sempre! Mas que tu provávelmente esqueceste! Será que te esqueceste também de como nos adorávamos? E agora? Como é que esse carinho se transformou em ódio? Sim... Eu sei perfeitamente que no teu ponto de vista, a culpa de tudo isto é minha... mas não é, e sabes porquê? Porque ao contrário de tudo aquilo que possas pensar, eu ainda sou um ser humano, tenho direito de errar! E tu, tu que falavas num filme de terror que te assombrava constantemente, esqueceste-te que eu tambem fazia parte desse mesmo filme, que eu também estava na parte sombria da história. Há coisas que o tempo não cura, e ambas sabemos que não vale a pena continuar a tentar... Chega de fingimento, de cinismo! Não consigo viver tentando-me convencer de que um dia tudo voltará a ser bonito! É estupido pensar assim, é estúpido tentar pensar em algo que é completamente impossível, pois só causará mais torturas mentais a mim mesma. Estou cansada de todo este teatro que temos vindo a construir, desisto. Não sou boa actriz, não sei nem quero continuar a representar.
Fecharam-se as Cortinas.
sábado, 9 de agosto de 2008
A desgraça ascende-se. Tenho medo, tanto medo!!
Sinto-me viva por um fio, numa corda muito fina, na qual me tento equilibrar para não cair! Um medo aterrador presegue-me desde o inicio da corrida. Sinto-me a cair; este fio é tão escasso, tão fino, tão perturbador... Mentalizo-me de que cá em cima é a vida e, se escorregar morro. É difícil aceitar toda esta pressão...
Problemas e mais problemas! Será que algum dia terei paz? Para quê mostrar um sorriso na cara se por de trás deste estúpido e cínico sorriso, são derramadas lágrimas?
Lágrimas incontroláveis, que só eu sei como doem...
Vocês que melhor me conhecem! Porque finjo que está tudo bem, se sei tão bem como vocês que nada é assim tão bonito e maravilhoso como idealizamos? Porque partilham comigo apenas os bons momentos? Sou assim tão criança, tão incapaz de perceber a realidade?
Sim, é estúpido fazer todas estas perguntas ao blogue e não a vocês mesmos... E a coragem? Onde está a coragem necessária para vos enfrentar?
Enquanto que para vocês ainda não cresci, enquanto sou demasiado frágil e sem experiência, e enquanto não posso dizer-vos o que penso, e explicar-vos o quanto a minha mente vos percebe, é aqui, apenas aqui que desabafo estes pensamentos que me aterrorizam!
Eu sei, eu sei de tudo! Absolutamente tudo... e pergunto-vos porquê? Porque se preocupam tanto com todos esses bens supérfluos? Porque te preocupas tanto connosco em vez de olhares por ti, em vez de te preservares?
Peço-te por tudo... Não te preocupes com isso, pai. A minha felicidade depende da tua, e quero-te ao meu lado pra puder ser feliz. Simplesmente não te preocupes mais; deixa-os morrer de egoísmo, deixa que se afoguem em estupidez!
domingo, 3 de agosto de 2008
Encostada à porta observo tudo isto, o meu quarto, o meu mundo, o meu eu.Só estas quatro paredes sabem pelo que passei, nelas estão gravadas todas as lágrimas que derramei, as felicidades sentidas... olho-as com tristeza, pois vejo-me a viver tudo de novo. Malditas gravuras, recordações que me esmagam o coração.
Esta música entristece-me! O poder melódico apodera-se de mim. Os sentimentos misturam-se, as memórias permanecem... Recuo no tempo, imagens e sensações surgem novamente. Recordo-me de tudo isto sem conseguir parar. Corro para o canto do meu quarto, pego na caixa de recordações... Vejo-me a regressar ao abismo.
Sinto-me a delirar. Não consigo controlar os pensamentos, não consigo conter as lágrimas. Sinto-me estúpida, e inútil! Não aguento [re]viver todas estas agustias, não suporto novamente esta estúpida maneira de pensar.
Não quero mais estar aqui. Esta pressão é inaceitável. Adorava libertar-me para sempre de todos estes medos, estas horriveis recordações! Quero libertar-me de todos aqueles momentos, de todas aquelas palavras, sentimentos! Quero apagar o passado; Necessito de o acorrentar para que jamais volte para me arruinar... Mas isso é impossível, pois por mais voltas que dê, é impossivel esquecer, é impossível fingir que tudo está bem, quando na verdade não está. As questões voltam a surgir, mas as respostas teimam em desaparecer.
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
De facto, o tempo passa a correr...Vejo-me a crescer, ao contrário de outras pessoas que pensam que estou cada vez mais criança, mais infantil. Eu não concordo. Existem diversas fases na vida, as quais nós não podemos escolher se por elas queremos passar ou não. Vejo os dias a passar, o tempo é cada vez mais curto, escorrega-me entre os dedos, e eu não consigo alcançá-lo.


