terça-feira, 22 de abril de 2008

Outra vez NÃO!

Cada vez mais bonito e comovente! Tão comovente como chocante e horrivel...Sim, é assim que me sinto, horrivelmente chocada comigo própria! Tenho ódio de mim própria, ódio de ser como sou, ódio de ter nascido... Para quê que vim ao mundo? Para um dia puder dizer entre as trevas que em tempos fiz parte dele? Não me parece ... A cada dia que passa, surpreendo-me e aflijo-me comigo mesma... como é que é possivel concentrar em mim tanta estupidez, tanta capacidade de destruição? Odeio-me cada vez mais, acumulo em mim esta raiva ínterior que me destrói por completo... Eu sou a causadora da minha morte ... morri, e estou a morrer novamente, não consigo, NÃO AGUENTO! Não consigo levantar-me de manhã sem repetir para mim mesma que me odeio, não consigo estar um dia sem me arrepender da pessoa que sou nem de reflectir sobre o nojo psicologico que tenho de mim própria, deste estupido ser em que me tornei.
É insuportável pensar, é insuportável continuar. Mais estupido ainda, que já por mil vezes provoquei inconscientemente o fim da nossa amizade(...), e que TU tenhas tanta paciência, tanta vontade de continuar a suportar-me... Como é que consegues? Como é que consegues lidar comigo? Como é que me consegues perdoar, e continuar como se nada fosse? Como é que consegues avançar assim, dando me sempre hipótese ... Hipóteses que eu não mereço, porque eu não mereço a tua amizade, não mereço a tua preocupação nem o teu sofrimento por minha causa quando a minha estupidez fala mais alto que eu... eu não mereço, não mereço nada, nada! Mereço o teu desprezo, mereço que me ignores e que esqueças a minha existencia na tua vida, eu mereço morrer e ser esquecida. Apenas te posso agradecer por seres tão paciente comigo, e acima de tudo, por não deixares que a nossa amizade acabe... embora seja mesmo isso que eu mereço, perder-te. Por muita coisa que eu faça, por muitas discussões e contra-tempos que existam, o carinho que eu sinto por ti, nunca mudará ... Aparentemente, choramos, e as lágrimas deslizam pelo nosso rosto abaixo; Comigo, passa-se precisamente a mesma coisa... mas não são os meus olhos que vertem lágrimas, é o meu coração. O meu coração que derrama lágrimas, lágrimas de sangue e de dor com o pânico terrivelmente assustador quando sente que está prestes a perder a tua amizade.

2 comentários:

Mel disse...

olá xana :)
por coincidência encontrei o teu blog... e estou encantada com os teus textos :)
este é no mínimo, poderoso... compreendo perfeitamente aquilo que sentes, na maior parte das vezes sinto-me também assim...
beijinho e continua com estes textos brilhantes ;D

Mel disse...

PS: adicionei-te no meu blog ;)