quarta-feira, 25 de julho de 2012

Avó, tenho saudades tuas.

Tenho saudades das nossas parvoíces, dos nossos amuos, da tua presença, das brincadeiras.
Tenho saudades do tempo em que estavas aqui.

Sabes, arrependo-me de muito.
Arrependo-me de todas as vezes que não fui correcta contigo. De todas as vezes em que discutimos, de todas as vezes em que te ignorei.

Sabes, tinhas razão no que dizias. "Um dia, tambem chegarás à minha idade". Eu sei, avó. So tenho pena de nao ter tido capacidade para te compreender mais cedo.
Peço-te desculpa por isso.
Peço-te desculpa por ter sido infantil durante tanto tempo.

Mas, avó, arrependo-me de mais. Arrependo-me de quase nunca de ter tido que gostava de ti. Mas tu sabes avó. Diz-me que sim. Tu sabes que gosto muito de ti. E vou gostar, sempre.

Espero que saibas, estejas onde estiveres.

Espero ser melhor do que dantes. E espero que te orgalhes de mim, aí de cima.
Espero que olhes por mim e por todos nós.
Espero que estejas bem.
Um beijo

terça-feira, 5 de julho de 2011

é isto que dizes sentir?
é este vazio a que chamas amor?
é com silêncio que dizes amar-me?

não, não te incomodes.
obrigada.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Não me deixes, avó.

domingo, 24 de abril de 2011

sabes o que é estares rodeado de gente e sentires falta de alguém?
alguém que nem tu sabes quem é...
e ficas ali à espera, que chegue alguém que nem tu conheces.
nem sabes porque esperas,nem sabes que virá.
mas esperas...
amas os que te rodeiam, e disso nao duvidas. amas os teus pais, a tua restante familia, o teu namorado.
mas falta-te um amigo. falta-te aquela pessoa, com quem podes falar sobre tudo, com quem podes chorar, rir e brincar. falta-te um amigo.
então é isso. falta-me um amigo.

mais do que uma falta momentanea, é uma falta do passado. aquela nostalgia que da cabo de ti, que te sufoca, sabes?
mais do que uma falta do passado, é uma falta de todo aquele amor toda aquela amizade que ja viveste e que queres voltar a viver, mas que desesperadamente deitaste fora, como quem deita fora o trapo.

e nunca pensei que doesse assim, tanto. e passado tanto tempo, continuas a amar pessoas que nem sequer se lembram de ti, que secalhar nem se lembram do teu nome.
para quem secalhar nada significaste.
mas tu continuas a pensar nelas todos os dias, nessas pessoas maravilhosas que conheceste e com quem viveste momentos unicos. continuas a amá-las, como sempre amaste, como sempre amarás.

E à noite, antes de ires para a cama, choras de medo.
choras de saudade.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Férias

é capaz de ser verdade...
relatorios, apresentações, testes, leituras. que fixe.

não sei porque raio chamam de férias a estes 15 dias que além de passarem a correr, não servem para mais nada senão alimentar o stress dos outros dias.
mas pronto, se eu me queixar, caem-me em cima mesmo.
que hei-de fazer?

o mais engraçado é quando, anciosa no dia em que vou ver as notas à pauta, me deparo com injustiças e artimanhas parvas de gente parva que parece nao ter outra coisa que fazer senão
foder o outros.
mas é na boa, nao é? uns esforçam-se e conseguem enquanto que os outros coçam o rabo nas paredes e saem bem melhor.

acho uma falta de respeito, uma autentica estupidez, a merda dos queridinhos-dos-professores, que parecem safarem-se sempre.

o problema é que enquanto a eles lhes falta decência e dignidade, a mim falta-me tomates para fazer as figuras tristes e lamber botas.

mas eu estou bem, aliás nem sequer me apetece deixar o secundário a meio nem nada.
é só a problemática da vida de estudante e da vida dos que nos fodem.

um grande obrigado.
continuo de braços cruzados, podem continuar a lixar-me.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Sinto-me velha.
Tenho dores, rugas, estou cansada.
Levanto-me a temer o pior, deito-me e rezo pela paz, por amor, e peço ajuda. Sinto-me velha.
Faltam-me dentes, tenho dores. Tenho cabelo branco, e muitas dores. Sinto frio quando está calor, sinto o tempo passar como nunca. Sinto-me velha, tenho dores.
Não consigo correr. Estou acorrentada a estes ossos de um século, a este corpo sem formas, a este velha pele suja, enrugada, estragada.
Tenho os dedos curvados, esguios. Estas mãos, cansadas, que me traem quando tremem, esperam a paz.
E estes olhos, tristes, choram pelo passado, pelas memórias, pelos momentos, pela juventude, pelas brincadeiras, pelos sorrisos, pelas mãos dadas, pela saudade de ser quem era.
Estes olhos tristes, choram por saudade, choram por dor, por nostalgia.
Estes olhos, tristes, sou eu.
Estao cansados, velhos.
Têm dores e fecham-se.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Diz-me, diz-me porque é tão complicado esquecer-te,
Diz-me, por favor.
Diz-me porque raio não consigo meter-te para trás das costas e seguir em frente.
Diz-me, porque tens de ser assim tão importante pra mim?
Diz-me porque razão te amo assim, como se não houvesse amanhã.
Diz-me porquê.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Um Fim


Acabou.
Já aguentei demais.
Estou cansada de ti, das tuas atitudes, da pessoa que dizes ser, mas não és. Estou cansada de frases feitas, de rotinas idiotas e beijos não sentidos. Estou farta de mentiras, estou farta.
Já passamos muito, sim. Pensei já ter chegado ao limite várias vezes, já ter ponderado, por nós, por aquilo que sentiamos, mudar, ser melhor. E fi-lo. Mas, estou cansada disso. Eu não vou mudar, por muito que tente, não consigo, e ambos já percebemos isso.
Mas tu, também não ajudas.
Tu, não pensas em mim, não pensas que também poderás estar errado, que poderás estar a agir mal.
Mas agora, chega.
Sabes que não tolero faltas de respeito, e mais uma vez, hoje, meteste-me nojo.

Mas ok, tudo bem. Tu é que sabes.
Come-a. E a todas as outras também.
Não te engasgues.

E não, não penses que mais uma vez, me vais fazer ceder com essas lágrimas falsas.
Não tentes fazer-te novamente de coitadinho.

sábado, 15 de janeiro de 2011

É bem feito.
Tens toda a razão, tens toda a razão em querer falar no passado.
Já passou muito tempo, e como te disse, foi mesmo só isso. Só isso passou. As recordações os bons momentos, as brincadeiras, os risos, os abraços, ficam guardados no nosso coração, com carinho.
Mas tu não percebes... eu sei que peço demais, sei que peço o que não posso ter, mas o que eu desejaria verdadeiramente, era ter-te outra vez comigo, ao meu lado. A minha melhor amiga, lembras-te como nos intitulavamos?
A paciência que tiveste comigo, a forma como lidaste comigo, quando mais ninguem queria saber...
e depois, por cenas tão estúpidas, deitei tudo a perder. E perdi-te.

Como fui ursa, como é possível não ter valorizado mais o que tínhamos?
Mas acredita, que todos os dias penso em ti, penso em nós, e na amizade que contruímos com tanta ternura. E acredita, que se há coisa que queria, era pedir-te desculpa e abraçar-te, minha amiga.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Estou farta de cinismo, hipocrisia a faltas de respeito.
Estou farta de autoritarismo sem razão de ser, de amizades por interesse, de respostas idiotas, atitutes estúpidas e impensadas.
Estou cansada de aturar gente assim, atrasada.
Sabes? Às vezes, sinto-me cansada de lidar com pessoas. Quer dizer, seres humanos, porque de pessoa sabem pouco. Muito sinceramente, Deus vos abençoe e trate de tanta estupidez, que Deus vos abençoe e cure.

Mas eu? Eu sou humana, e tenho so meus limites.... e por agora, chega.
Agora, vou ser eu. Só eu, e primeiro eu. Para gente estúpida, tenho-me a mim, obrigada.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Juro-vos.
Não há mais ninguem na minha vida que ame mais do qe a vocês. Amo-vos todos os dias, todas as horas, todos os segundos que passam. Amo-vos como nunca hei-de amar alguém.
Amo quando me abraçam e me dão o beijo de boa noite. Amo quando tu consegues ou é só uma fase quando estou mal e quando mais ninguem me atura. Amo como sois compreensivos para comigo. Amo-vos independetemente dos vossos defeitos, da vossa ingenuidade.
Mas não compreendo, porque desperdiçais tempo assim, desta forma. Não compreendo a razão de tantas discussões, de tantos mal-entendidos, de tantas confusões.
Não compreendo porque não aproveitais de melhor forma o que vos é dado.

Pai, Mãe, eu posso ser muito nova, posso não saber nada da vida. Mas de uma coisa tenho a certeza: devemos de a aproveitar ao máximo, saborear o que tem de bom, e ultrapassar da melhor forma o menos bom. A vida não se resume a discussões, a dinheiro, a questões assim tão pouco éticas. A vida não se resume ao que fazeis dela. A vida é mais do que isso.
A vida é uma dádiva. Só a vivemos uma vez.
Lembrem-se disso.

De quem mais vos ama,
Alexandra.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Hoje, disse-te que começava a odiar-te.
É verdade, acredita...
Odeio-te cada vez mais mas também te amo cada vez mais.
Desculpa o meu egoísmo, desculpa a falta de compreensão, a falta de companheirismo ou sensibilidade... mas o que sinto por ti, impede-me de ser assim, perfeita como dizes que sou. Espero que percebas agora que estás errado em relaçao a tua percepção de perfeição, que estás errado em relação a mim. Eu não sou perfeita, não sou a super amiga, não sou a simpatia em pessoa, não sou a compreensão que desenhas nem fantástica como idealizas. Sou humana, egocêntrica, cínica, má, cruel.
Mas como já disse, amo-te. Cada vez mais. E por muito que tente, não sou o que devia ser, não sou o que mereces. Só queria que percebesses que não sou assim porque gosto ou porque me dá gozo ser atrasada. Queria que percebesses que dói ter-te longe, que dói partilhar-te com sei-lá-quem, que dói sentir este desprezo da tua parte, que é obviamente sem maldade. Mas dói não ter-te aqui. Dói não ouvir a tua voz, não sentir o teu toque, não ter sequer aquelas palavras doces de boa noite para ler antes de me deitar. Dói, sentir que às vezes sou segunda opção. Mas também dói saber que parte disto não é verdade. Dói saber que estou a ser injusta e não conseguir controlar isto que sinto.
Às vezes, dói saber que tenho mais do que mereço. Às vezes, dói saber que tens menos que aquilo que podes ter.

Tantas vezes me queixo da sociedade que está a ficar apodrecida de falsidade e cinismo, de ciúmes, ambição. E esqueço-me que de igual forma faço parte dela. Esqueço-me que este cheiro podre está entranhado em todos nós, tambem em mim. Também eu me esqueço dos outros, e olho apenas para mim mesma. Também eu me esqueço que não sou o centro do mundo, da tua vida, mas que apenas faço parte dela.

Desculpa, meu amor. Desculpa que, por muito que te ame, consiga desenvoler dentro de mim este sentimento de ódio-egoísmo.

Desculpa,
talvez não devesse amar-te assim. Talvez não devesse querer-te assim.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Natal

Volto a dizer, novamente este ano, o natal devia ser todos os dias. A união devia ser construída todos os dias. Gostava de estar sempre assim, rodeada por toda a família; olhar um por um, perceber, acariciar, trocar palavras destas, doces e tranquilizadoras; ama-los. E ficar assim, até ao resto da vida, rodeada de quem amo.
Feliz Natal.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

sabes, às vezes sinto me perdida. às vezes sinto que nao me conheço... que nao me conheço a mim, que não te conheço a ti. às vezes sinto que vivemos uma mentira.

às vezes sinto-me usada e de imediato deitada fora, como se nada importasse pra ti.
às vezes sinto que não somos o que eramos. às vezes sinto me dentro de uma farça, de uma peça de teatro a contracenar contigo.
às vezes sinto que não dizes a verdade, sinto que me mentes, pior que isso, que omites.
às vezes sinto que não me devias conhecer assim tão bem, sinto que nao devia ser tao previsivel.
às vezes sinto raiva por te amar assim.
às vezes sinto-me desprezada.
às vezes sinto-me usada. às vezes sinto-me traída... às vezes, sinto-me amada.


às vezes sinto falta de ser quem era.
sabes, às vezes sinto falta de mim, sem ti.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

'tou cansada de pessoas, cansada de seres que se dizem racionais, cansada de estupidez, cansada de barulho, cansada da gentinha.
preciso de férias, por favor.
preciso de paz. preciso de ar fresco, puro, sem traições nem injustiças.
preciso de paz, paz.
preciso de paz, só isso.

hoje, quero dormir, esquecer. quero hibernar, desaparecer.
preciso de paz.

domingo, 7 de novembro de 2010

Calma - repito vezes sem conta - tens de ter calma.
Mas parece que o estado pacífico nada quer comigo.
Juro que às vezes de nada tenho certeza... será que vale a pena todo este esforço? Será que conseguirei?

Preciso de confiança, de vontade, de persistência. Mas confesso que umas horitas de sono a mais e um dia ou outro sem stress não faria nada mal --'
Mas tudo bem...

...ou não.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

....

....

Não é um adeus.
Não é isto que te vai separar de nós, não é isto que te afastará.
Continuarás sempre aqui nosso coração, no nosso pensamento. Estarás vivo nas memórias, nas lembraças, nos velhos bons tempos. Entre lágrimas ou sorrisos, estarás sempre aqui tio, connosco.

Não é um adeus.
É um até já.

Descansa em paz.

domingo, 24 de outubro de 2010

Não sei o que pensar.
Sabes quando metade de ti julga que talvez nao devesses ser assim, enquanto outra parte te confere o teu eu e diz que de outra forma não faria sentido?

Pois, talvez não --'
Mas ok... posso fugir de tudo, menos de mim não é verdade?

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Desculpa


Compreende, por favor.
Não é contigo que estou chateada, não é contigo que estou triste, não é contigo que estou assim. É comigo, só comigo.

Mas claro, é óbvio que não compreendes...
Não sentes o mesmo que eu. Não percebes o que é sentir que não somos bons, que não somos o melhor para quem amamos... e que quando o que sentimos é demasiado forte, apenas a distância é solução. Não porque queiramos, mas porque amamos demasiado o outro para o magoar desta forma.
Queria dizer-te isso hoje, quando tentavas perceber o que de mal tinhas feito. Percebes agora que não és tu?

Sou fraca, demasiado fraca. Não sou boa para ninguém, muito menos para ti.
Mereces muito melhor, acredita em mim.
Mereces melhor que todos os ciúmes estúpidos, que todas as parvoíces e devaneios sem sentido desenvolvidos por este ser que há dentro de mim, mas que tento a toda a força, destruir.
Não sou eu, não quero ser. Acredita em mim.
Mas não o sei evitar esse lado anormal e egoísta, esse lado parolo e triste que há dentro de mim e que tantas vezes te vês obrigado a aturar.

Mas há algo em comum entre mim e esse outro eu, mais estúpido e deficiente, que no meu corpo ganha vida... ambos sabemos o que é amar-te.


Desculpa a existencia de sentimentos e vontades tão paradoxais que dentro de mim se reunem.
Mas mereces melhor que isso, muito melhor.

- Não chores, pediste-me por fim.
Deixa-me chorar, é tudo o que ainda posso fazer.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Estás comigo outra vez.
Não imaginas como é bom poder voltar a olhar para ti desta forma, minha amiga.
Não imaginas como fazes parte da minha vida, de mim.
Obrigada.

Adoro-te

domingo, 22 de agosto de 2010

Recordas-te das nossas brincadeiras de criança? Lembras-te do primeiro segredo que partilhámos? Lembras-te dos dias de sol intenso que passamos na praia, dos risos sem-fim e parvoices a meio das aulas, das pancadas obscuras ou mesmo das nossas guerras de almofadas? Lembras-te das nossas noites cheias de doces, e filmes de terror à mistura, daquelas conversas infinitas? E de todas as vezes que me pegaste na mão e disseste para nao desistir, para continuar, para acreditar? Lembras-te como eramos felizes? Lembras-te ainda de todas as promessas que fizémos?
Lembra-te, por favor, que estamos a quebrar a maior promessa que fizémos: a união, a amizade que nos unia, nunca terá fim - dissemos. Mentimos? Que é de tudo isso agora? Que é de ti, e de mim? O que é de nós, minha amiga?
O que é de todos estes anos que vivemos juntas, que crescemos e tanto aprendemos juntas?
Não te peço para que te lembres de tudo isso, para que te lembres de mim... Mas por favor, não me esqueças.

Vamos reconstruir esta amizade... Vamos dar vida a estas ruínas, por favor.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Olá o.o
Hoje aprendi que não se deve confiar nas pessoas. Não tanto como costumava fazer.
Mas surpreendentemente, esta é a milésima vez que me apercebo disso. Como um rato que cai repetidamente na mesma ratoeira. Falta de palavra, falta de honestidade, mentiras.
Estou de facto, desiludida... É triste notar que afinal de contas, as pessoas são todas iguais umas às outras. Umas mentem melhor, outras nem tanto.

Pior do que isso, é saber que à custa dessa desonestidade, de omissões de aspectos relevantes, acabo por perder tempo, amizades, descanso. Acabo por deixar de ter tempo para o que é realmente importante, devido a uma exploração tão estúpida como eu.

Estou de rastos.
Cansada, triste, enganada.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Eu sou estúpida, não digas que não.
Como pude eu pensar que afastar-me faria bem aos dois? Como poderia eu ficar bem sem ti?
Desculpa o egoísmo, mas como conseguiria eu sobreviver sem as tuas palavras doces, sem o teu toque ou os teus olhos deslumbres? Sem sentir o teu coração palpitar junto ao meu?
Isso seria o fim... Mais uma vez, desculpa, meu amor. Por muitos problemas, discussões que tenhamos, serão apenas obstáculos que tal como todos os outros, conseguiremos ultrapassar, vencer.
Juntos meu doce, até tu me quereres.
Obrigada por seres assim <3

Love is our resistance

terça-feira, 10 de agosto de 2010

...

...

Onde estás tu? Custar-te-ia dizeres bom dia numa reles mensagem que fosse? Seria demasiado pedir-te notícias, ou simplesmente um oi, está tudo bem por aí? É demais pedir que te lembres de mim?

Desculpa, mas tenho agora dificuldades em acreditar em ti. Quando dizes que me adoras, ou que tens saudades minhas. Coisa que já nem fazes. Algo que deixou simplesmente de ter importancia, algo comum, cómodo. Algo que outrora foi alguém, verdade?
Já não conseguimos lidar um com o outro? Acho que não.
Preciso de mais. Preciso de mais além desta distância vazia que é cada vez maior, esta distância que nos tem afastado de forma tão repentina.
Preciso de mais. Preciso de ti.
Preciso de ti, do teu eu que conheci.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Cansaço

Cansaço

Estou cansada, sabes?
Não só física, mas tambem psicologicamente.
Estou cansada de acordar todos os dias às seis da manhã e pensar que se segue um dia de 10 horas de trabalho. Estou cansada de andar de um lado para o outro desta forma tão mecânica. Estou cansada de ouvir gente com mania a esgotar-me a paciência, estou cansada de bocas estúpidas, de gente triste e cenas assim, tão repetidamente parvas.
Estou sinceramente farta de chegar ao fim do dia sem tempo para mais nada, com uma exaustiva vontade de dormir, de dar início a um profundo sono de mil anos. Estou cansada que não me compreendam, e que depois achem sempre que estou a exagerar. Estou cansada que não se interessem sequer por me perceber. Estou cansada que se esqueçam tambem da minha existencia, porque uma vez mais, fui engolida por chávenas de café, sandes por fazer e clientes rabugentos. Estou cansada de chegar mais uma vez, ao fim do dia, e ver que a minha melhor amiga continua sem se lembrar de mim, que a família continua em discussao, e que o meu doce está provavelmente muito ocupado, demasiado ocupado para mim, mas nem vou entrar por aí, porque és secalhar tu quem mais me apoia, e diz não desistas, tu consegues... e sem teres noção disso, ajudas-me bastante, embora continue a ser sempre tão injusta contigo.
Mas vá lá, não quero ser injusta..estou cansada lembram-se? --'
Estou cansada de quase tudo.
Estou cansada de pensar.

Dores nos pés, nas costas, e no cérebro.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Nostalgia

Invadida por um recuo no tempo, hoje dei conta de como já passaram dias, meses, anos.
Sensação de déjà vu: O típico calor do verão; uma sensação quente que com as gotículas de água salgada me fizeram parar perante aquele sentimento nostálgico.
Não imaginas como é estranho ver-te ali, a poucos metros de mim enquanto rodeada de todas as recordações, de todos os momentos que há dois Verões passados contigo foram vividos. Momentos que agora vivo com outras pessoas, da mesma forma que tu. O meu lugar e o teu, substituídos tão abruptamente. Mas tu estavas lá, eu vi-te. E doeu demais deixar de olhar para ti, para o teu sorriso. Doí-a demais ouvir as tuas palavras apenas na minha cabeça, doeu aperceber-me de que os teus abraços não eram mais reais, que os nossos segredos, risos e brincadeiras fazem agora parte do passado... que todas essas doces memórias não passam disso mesmo, memórias, lembranças. Mas dói bem mais, saber que ultrapassaste isso tão bem... que tão bem aprendeste a viver na minha ausência.
Dói não ter-te mais comigo, minha querida. Independentemente de seres igual à Gotinha que conheci ou à que és agora, independentemente de eu ser a Libelinha que tu conheceste, ou aquela em que me transformei.O tempo passa, eu sei. Mas as pessoas que nos marcam, ficam. Juro que ficam.
Adoro-te, para sempre.

Prometo.
I swear, I never meant to let it die

terça-feira, 20 de julho de 2010

(...)

É o que te digo... mereces melhor, muito melhor.
É apenas isso que se passa.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Mesquinhez

Realmente, eu devo ter um problema qualquer um tanto ou quanto grave...
É impossível conseguir encaixar num mundo assim, nestes círculos sociais sem nexo. Nestes grupos de gente somítica, egoísta e com mania. Para mim não dá, apenas isso.
Mas só para mim.
Todos os outros sabem ser normais, sociais, simpáticos, não dizem disparates... Enfim, são perfeitos ao que parece. E esta minha terrível inveja de toda essa gentalha é, no mínimo, lixada ... obviamente.

Vou tecer um casulo. Só para mim, bem longe deste atraso a que chamam vida... Está bem?
Beijinhos minhas coisinhas sovinas (:

terça-feira, 13 de julho de 2010

Queixamo-nos demais. Sei-o bem...
Lamentamo-nos toda a vida. Criticamos e inventamos desculpas por não sabermos viver. Ou por, embora sabendo faze-lo, de forma tão simples como estúpida, não o fazemos. Não porque não nos apeteça, mas porque no dia x nos apetece fazer birra e mostrá-lo a toda a gente. Agir de forma parva, como comuns mortais que somos. Mortais, limitados, frustrados, infelizes e influenciaveis.

Sinto pena de nunca me sentir satisfeita com nada, por muito satisfeita que consiga estar. Sinto pena destes pensamentos lamuriosos que por muito presentes que estejam, não mudam nada.

Perdida num dia como tantos outros.
Náuseas, cheirinho a éter.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Wtf ?


Olá meus amores uhuh -.-'

Mais uma vez aqui estou e uma vez mais sem paciência para frases bonitas ou coisinhas tipo.

Estou cansada, sabem?
Cansada de não acompanhar o vosso ritmo, e peço desde já as minhas sinceras desculpas.
O mundo está a girar e esqueceram-se de me avisar (que pena, realmente) :O
Por favor, não me venham com merdas tristes --' não fui eu que caguei para todos de um momento para o outro, e optei por caminhos totalmente opostos aos meus ideais. Não sou eu que me estou a sujar de tal forma, que se possa tornar irreversível. Eu sou a mesma. Ou não.
Talvez também eu esteja a seguir um pouco mais à regra o que julgo ser mais correcto, e não consiga tolerar tão bem as mudanças repentinas que desenrolam de forma tão pormenorizada e nojenta. Mas também estou cansada de pessoas assim, como eu, como tu e todos vocês.
Estou farta desta forma humana e racional (ups, disse racional?! -.-'') que todos nós tentamos assumir.

E depois falam-me em liberdade... somos livres uma merda! Agarramo-nos a porcarias sem jeito nenhum que capazes de nos destruir a nós e aos que nos rodeiam. Desculpem, mas não consigo ver-te mais desta forma. É horrível ver como mudaste em tão pouco tempo, olhando para todos estes anos que contigo passei. E como te digo, não para pior, quem sou eu para julgar isso... -.- Mas para diferente... uma diferença com a qual não sei lidar.

E dói! Dói pensar no que possa vir a acontecer entre nós. Terá a nossa amizade um desfecho como as outras que outrora passámos?
Diz me que não, por favor.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

É na solidão das palavras. É neste desasossego frio que o eco da tua voz soa que me ama aos meus ouvidos, ecos doces que bailam no vazio deste quarto, que bailam na solidão que é o meu ser sem o teu.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Férias

Férias


Estou de férias. E tu também.
Mas tu estás longe, distante de mim... e os momentos, esses pedaços de ternura que me constroem estão agora dispersos, perdidos no tempo, no espaço, nesta longitude entre nós.
É isso que temo... perder-te enquanto tu me esqueces. Tenho medo que a distância te faça perceber que nada sou para ti, enquanto que eu aqui fico, contando os dias para o teu regresso, as horas para te abraçar, os minutos que faltam para te dizer novamente nos olhos que te amo. E se esse momento também ele se desvanecer pla multidão, pelas sombras que nos separam?
Desculpa todo o meu egoísmo. Desculpa querer-te só para mim... Mas quando a tua felicidade à distância se põe de pé devido a factores que te atraem e que fazem de ti o oposto do que és, sofro de dores interiores que a toda a força me tentam matar. O receio de te transformares noutra pessoa, o receio de te perder, o receio de perder metade de mim.
Desculpa o egoísmo, meu amor. Desculpa se me fazes levantar todos os dias e sorrir, desculpa se me fazes ter vontade de respirar, de viver a cada segundo que passa.


Desculpa, meu amor.


segunda-feira, 19 de abril de 2010

Perdida

Estou perdida. Viciada. Vencida.
Amo-te demais. Mais do que devia. Viciei-me em ti, e no que sou quando estás comigo. E agora estou completamente perdida, presa, dependente de ti. Amo-te demais.
Mas estava tudo bem... se não me apercebesse da realidade. Aquela realidade nua e crua, que dói e não cicatriza. Aquela realidade que me esmaga o coração e me impede de respirar quando não estás. Preciso de ti.Preciso do teu amor, das tuas palavras, do teu toque. Mas preciso que o que digas seja verdade. Preciso da tua sinceridade, não da tua pena. Preciso do teu amor, da tua amizade e compreensão. Preciso de ti, como és... ou como pensara que fosses.

Preciso de ti ao meu lado. Preciso de ouvir que está tudo bem.
Por favor.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Sem fim

Não existe um fim. Não para os conflitos, não para as discussões.
Estou cansada de desilusões. Estou farta.
Porque me deixei enganar, pensando que poderia agora viver um período de paz, sem guerras entre a família, contigo ao meu lado, lutando pelo sucesso. Mas não, isso não é para mim porque não existe um fim.
Enganei-me. Iludi-me ao sorrir e gritar de felicidade. Os bons momentos nunca duram para sempre... por muito que lute, por muito que me esforce, as tempestades vão sempre vencer. Porque tem de ser assim? Porquê comigo? Porquê?
Estou cansada de tantas loucuras, estou cansada de ouvir estes devaneios, estes gritos de guerra ensurdecedores, deste sofrimento constante à minha volta. Estou a enlouquecer. Vocês vão acabar comigo, vocês vão matar-me! Levar-me-ao ao precipício, a mim e aos meus, e até lá não descansarão; pois é de sangue que vocês gostam, é de guerra que vocês vivem... A inveja arruína-vos a vida, destrói-vos completamente a alma, sem dó nem piedade. Poderão acabar connosco, mas descansai... a inveja não tardará a consumir-vos até ao fim. Até ao derradeiro fim.

Preciso de estabilidade. Preciso de paz.
Por favor, será pedir muito?

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Insegurança

Hoje, o meu céu tremeu.
Senti o chão ruir debaixo dos meus pés, quando estúpidos devaneios me assombraram o cérebro, quando por momentos, duvidei do que poderia estar a viver. Não da minha parte, mas da tua. A tua insegurança e dependência dos outros fez-me balançar ao sabor do vento e por momentos, desmoronar um bocadinho do meu ser. Do nosso ser. Mas peço-te desculpa. Desculpa-me, meu amor... mas o medo de te perder é tão grande! O medo de te perturbar e fazer com que te fartes do nosso amor, do calor que nos aquece e guia de mãos dadas. A tua expressão triste e duvidosa sobressaltou-me o coração, desacelerou o seu batimento e arrefeceu todo o meu sangue. Por te perder, apenas por ter medo de te perder.

Desculpa, meu amor. Desculpa por tudo isto.
Amo-te demasiado. E demasiado é realmente muito... muito para quando estás ausente, e pior do que isso, quando mesmo presente ao meu lado, estás tão distante. Dizes que me amas, e eu acredito, juro que acredito. Mas não consigo conciliar essas doces palavras por ti proferidas com todos os teus gestos, as tuas atitudes que mostram o contrário.

Não quebres as asas que me conduzem ao paraíso.
Fica comigo.


quinta-feira, 8 de abril de 2010

Perfeição

Dá-me a mão, vem comigo.

Abraça-me e diz que me amas. Que ficas comigo, para sempre.

Olho-te nos olhos e vejo neles o infinito, a eternidade, o futuro. O presente.
Vejo neles amor, felicidade, união e sinto a doçura com que me olhas, com que me beijas e me falas.
Sinto que afinal, todo aquele tempo não foi desperdiçado... foi a criação de laços que nos fizeram o que somos hoje, agora, que estás aqui comigo. Que nos ensinaram a compreender e aceitar-mo-nos um ao outro, partilhar, descobrir e acima de tudo, que nos ensinou a amar. Amo-te e digo-o sem medos. Amo-te e não quero saber do resto. Mas eu amo-te verdadeiramente. Tenho apenas receio que não entendas o porquê do o dizer. Tenho receio que penses que sou ridícula e que uso palavras fortes à toa e isso é falso.

Dá-me a mão, vem comigo.
Agora abraça-me e faz-me pensar que ficaremos assim para sempre.

Eu amo-te, de verdade.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Amo-te

Sem palavras. É como me fazes sentir. Sinto as borboletas corroerem-me o estômago, o fogo percorrer-me o coração. Sinto que parte de mim, adormecida e triste, ganhou finalmente cor, vida. Sinto o teu cheiro percorrer-me as veias e a tua doce voz silenciar-me vida.
Sinto os teus beijos invadirem-me a alma e acariciarem-me suavemente o espírito. Sinto a areia em contacto com o mar.
Sinto a tal fusão de seres. Fusão de vida. Ser um só.

Amo-te, meu amor.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Quero que sintas o gosto das minhas lágrimas. Que sintas o sal que crias em mim. Que sintas a pulsação morta, o sangue sem gosto sem prazer por correr livre pelas veias. Quero que sintas meu coração partir-se em pedaços. Quero que um dia, te arrependas de todo o sangue que fizeste o meu coração verter.

Não, não quero nada disto.
O que eu realmente queria eras tu.
Apenas tu, meu amor.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Dor


Nunca. Nunca na minha vida senti o mesmo.
Parti o meu coração em duas metades, disponibilizando-te uma. Uma metade do meu coração, uma metade de mim, do meu ser. Quis apenas partilhá-la contigo, e então fundirmo-nos num só.
Queria apenas tocar-te, beijar-te, pronunciar além das palavras aquilo que sinto. Queria berrar aos ouvidos de todos quão grande era o céu. Queria no fundo, anunciar a minha futura felicidade, a teu lado.

Mas agora, apenas quero compreender-te. A ti, e ao que tens feito. A ti, e aos teus sentimentos. A ti, e ao que afinal não és. Agora quero sentir o sangue verter pelas feridas que ao meu coração fizeste. Quero sentir a dor por ti provocada, quero lamentar o tempo que sonhei contigo, connosco. Quero reclamar todas as vezes que em vão acordei e adormeci contigo no pensamento. Agora quero apenas correr pelos vértices da alma, magoar a consciencia e perceber porque me deixei levar.
Agora quero apenas evidenciar as saudades das palavras que nunca disseste, do carinho que nunca demonstraste.
Agora, quero apenas chorar e desfazer o meu coração em pedaços. Não para os partilhar com alguém, mas para os resumir a nada.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Paragem de tempo

Parou. Tudo parou naquele momento. O meu cérebro, o meu coração, e todas as restantes particulas do meu ser.
Paralisei! O tempo parou para mim e eu sei disso. Senti .
Não sei por quanto tempo. Não tenho ideia de quantos milésimos de segundo passaram, quantas horas, quantos anos.... Mas sei que o meu coração bate forte com a ansiedade de repetição. Contento-me com um simples Déjà vu, ou uma elaborada vivência real. Mas não assim, no vazio do abismo onde a esperança está para lá de escassa.

Talvez seja mais um-episódio-da-minha-estupidez, mas é um episódio que quero voltar a ver. A sentir. A viver.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Obstáculos

Caminho nestes montes. Pedra após pedra. Já é tarde, a noite vazia olha-me friamente. Revoltada, a escuridão convida-me a entrar. Julgo ser um convite eterno, sem regresso. Um convite tão tentador!
Chego diante de um abismo. Penso estar a escassos centimetros do fim da rocha. Está muito escuro, é confuso. Mas consigo ver um vazio sem fim, e eu aqui no cimo com a sensação de que o chão está a ruir debaixo dos meus pés. Tento encontrar-me. Perco-me num labirinto de pensamentos, acompanhados por este som tão doce, tão triste, esta melodia mágica capaz de me hipnotizar, de me fazer perder a cabeça.
A minha mente está perdida, quase morta. Não quero que morra, que desapareça, não quero perder a restante capacidade de raciocínio... mas torna-se difícil, tão difícil.
Preciso de verter todas estás lágrimas que me afogam a alma. Não quero de todo destruir o meu espírito em lágrimas interiores que de nada me servem. Preciso de as derramar, de aliviar o meu cérebro. Preciso de respirar sem pausas, sentir o ar chegar aos pulmões, sentir o bater do meu coração. Preciso de sentir o mais básico, preciso de sentir que estou viva. Preciso acima de tudo de seguir em frente, construir a minha vida aqui em cima, e deixar para trás o chão que está a ruir mesmo por baixo de mim; deixar para trás o grande vazio que se encontra mesmo diante a mim, este enorme abismo. Eu, preciso de transformar estes impedimentos em algo útil, que me auxilie a dar a volta, a saltar por cima, a ser mais forte.
Eu preciso dessa força, para dizer não a esta noite vazia. Para dizer não a este amargoso soluçar da vida.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Continuação

Continuação

Olá, outra vez.
Publiquei há uns tempos aquele que seria supostamente, o meu último post neste blog.
Na verdade, por muito estúpidos e irracionais que sejam todos os desabafos e pensamentos por mim deixados neste blog, não passo sem eles. Sinto a falta de desabafar os meus devaneios com as palavras. Com os pontos finais. Com as vírgulas que certamente nunca terão fim na minha vida.
Portanto, os meus delírios continuarão...

...até quando, não sei.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Um fim

Não há muito mais para dizer.
Os sentimentos são sempre os mesmos, os desabafos são sempre os mesmos, as emoções são sempre as mesmas. Eu sou sempre a mesma. Aliás, era.
Chegou a altura de colocar pontos finais a vários parágrafos da minha vida. Chegou a hora de escrever um fim a vários dos planos que me constituem... e um deles, é certamente todos estes estúpidos desabafos, todas estas memórias que por vezes, me impedem de avançar. Quero esquecer. Quero começar de novo. Com outros sentimentos, com outras pessoas, com outro eu. Quero queimar todos estes pedaços que um dia fizeram parte de mim... quero simplesmente, que desapareçam sem deixarem vestigios alguns.
Quero ainda, agradecer-vos, a vocês leitores do meu blog, que durante todos estes meses acompanharam os meus devaneios e que sempre tiveram uma palavra amiga para me dar. Por isso, muito obrigada.

Até sempre.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Perturbação

Perturbação


Quero controlar a minha mente. Preciso urgentemente de não pensar. Preciso de uns momentos de pausa, longe do mundo e da humanidade.
Sinto-me a ensandecer. O medo sequestrou-me o cérebro. Agora, sinto-me mais uma. Agora não sou mais quem olha para os outros sem ver o seu reflexo. Agora que algo mais forte se apoderou de mim, sei que não preciso de mais nada além de fugir. Apenas isso. Já não adianta pedir paz, rezar, ou mesmo esperar que tudo fique bem. Agora é tarde demais. Agora que estou louca, só me adianta fugir e isolar-me não com outras pessoas, não noutros pensamentos, não noutro local nem mesmo noutro planeta. Quero isolar-me de mim mesma, desfazer-me toda eu em pó, e resumir esse pó a nada; antes que o mundo o faça por mim, antes que a humanidade tenha o prazer de acabar com tudo.
Para isso, preciso de não pensar, de não imaginar, de simplesmente não ter capacidades para tal. Preciso deixar de viver. Não pelos outros. Por mim própria.

Confesso, este medo apavora-me. Existir apavora-me.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Gritos

Estes gritos. Estes gritos que se ouvem em versos mudos.
Estes gritos, estas pequenas partículas de raiva, de dor. Estes gritos que te ensurdecem a alma. Sente-os comigo. Anda, vem destruí-los. Dá-me de novo a voz, dá-me novamente a vida. Deixa que as tuas doces lágrimas me sequem o coração. O coração que chora, o coração que grita, que se perde no meio de toda esta demência. Dá-me a mão, torna estes sonhos sangrentos em algo que, mesmo doloroso, seja real.
Deixa-me sentir o bater do teu coração. Deixa que esta solidão tenha um fim.
E repara nas absurdas utopias que crias em meu redor, repara nos sussurros indeléveis da minha alma... repara no eco da escura sombra silenciosa do amanhã que nunca mais chega...

quarta-feira, 18 de março de 2009

Tu e por ti

Fazes-me erguer a cabeça todos os dias e seguir em frente.
Fazes-me sonhar e acreditar no impossível.
Fazes-me desesperar.
Fazes-me sofrer.
Fazes-me respirar.
Fazes-me viver.
(sem que te apercebas e tão longe de mim).

segunda-feira, 9 de março de 2009

Perdida

Estou perdida. Talvez seja a milésima vez que digo isto, mas infelizmente é o que sinto.
Estou perdida, no meio de todas estas discussões infernais que se originam assim, umas atrás das outras, sem piedade alguma de mim. O stress está a atingir-me mais que nunca. Quero enterrar-me, proteger-me num sítio bem escuro, bem distante de todas estas discussões e problemas. Quero desaparecer, ficar longe de tudo isto.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

A Viagem a França

A Viagem a França

A contagem decrescente fervilhava-me no sangue. Estava anciosa para viajar até França, não só por visitar um ponto do mundo tantas vezes mencionado mas também por estar prestes a aproveitar esses maravilhosos momentos na companhia de pessoas que são tão importantes na minha vida! Dia 21 de Fevereiro partimos finalmente. Foi na minha opinião, um delírio que nem eu própria acreditara estar a viver.
Durante aquela semana, concentrei-me apenas em vive-la ao máximo, sendo ela uma experiência única e irrepetível. As emoções começaram a fluir assim que chegámos: estar no cimo da Torre Eiffel a apreciar a maravilhosa paisagem de Paris, é sem dúvida bestial. Visitámos muitos outros locais da cidade de Paris, entre eles, o deslumbrante Museu do Louvre repleto de obras incríveis e o Museu Nacional de Arte Moderna Centre Georges Pompidou.
O passeio a pé pelo Arco do Triunfo e pelos Campos Elísios, e o passeio nocturno pelo Rio Sena no bateau-mouche, deram-me a perceber a força que os estupendos espaços verdes tem sobre a beleza daquela cidade. Visitámos ainda outros monumentos: o Museu d'Orsay, a Basílica do Coração Sagrado, o magnífico Palácio e jardins de Versalhes e a Catedral de Notre-Dame, que na minha opinião é um dos mais belos monumentos que já tive oportunidade de visitar.
A diversão chegou ao ponto máximo no dia em que fomos à Disneyland: nunca tinha imaginado que poderia um dia divertir-me tanto! Não posso deixar de evidenciar o Space Mountain, a actividade que mais despertou em mim histerismo puro neste parque.

O Futuroscope é um parque temático bastante interessante em Poitiers que também tivémos oportunidade de visitar, cheio de actividades encantadoras.
Posso dizer que aprendi montes de coisas nesta viagem e que tive a possiblidade de conhecer novas pessoas, com as quais me diverti imenso.
É ainda difícil mentalizar-me que estive em França, pois vivi sensações únicas, que me fazem pensar que tudo foi um sonho. Por outro lado sei que tudo foi muito real:

Eu estive em França, em Paris, na cidade das luzes, na cidade do amor.
Atrevo-me mesmo a dizer que esta viagem foi perfeita.

Amei a vossa companhia princesas <3

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Cansada

Estúpida a rotina. Estúpidas as pessoas. Estúpidas as discussões. Estúpido todo este stress. Estúpidos os sentimentos. Estúpidos os desabafos.
Estúpido este meu eu.
Cansada de tudo. Quero paz!

Paz, só isso.

...
.
"We had fire in our eyes
In the beginning I
Never felt so alive
In the beginning you
You blame me but
It's not fair when you say that I didn't try
I just don't want to hear it anymore

I swear I never meant to let it die
I just don't care about you anymore
It's not fair when you say that I didn't try
I just don't care about you anymore
..."
.

I just don't care about you anymore...

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Entre estrelas
.
Tão melódico este som das gotas que batem na janela. Quase encostada ao vidro, sento-me a observar a escuridão lá fora. A vontade de sentir cada uma daquelas pequenas gotículas fez-me sair das minhas quatro paredes e descer até lá fora. A chuva emanava uma agradável fragrância que me enfeitiçava plenamente. Encharcada até à última partícula , olhei para o céu; estava bastante nublado pois era difícil observar as estrelas... Então, por momentos, imaginei-me uma delas, perdida na imensidão do vazio, do tempo, do espaço, da vida... Com a irreal capacidade de voar, que não passava disso mesmo, de uma falsa realidade que me confunde permanentemente. Voava com toda a [in]segurança, presa a gravidades desconhecidas que me puxavam para o incerto, para esta atraente escuridão...
.

e acreditava sériamente que nada é impossível, que toda esta utopia pode na prática, ser real [...]

domingo, 11 de janeiro de 2009

Destruição
.
Sim. É incrivelmente estúpida a minha forma de ser.
Eu sei disso, bem melhor que vocês. E, acreditem ou não, todos os dias faço um enorme esforço para mudar; e não, não é por vocês, é por mim, por eu própria não me sentir bem assim no meio destas emoções contraditórias, no meio deste paradoxo de sentimentos, e por acima de tudo não querer perder-vos de forma alguma.
Sei que a minha insistente alteração de humor torna-me mais difícil e insuportável. Sei como é díficil para vocês suportarem toda a minha teia de sentimentos, mudanças, contrariedades e confusões. Tenho ideia da paciência que de vós exploro para me aturarem. Mas por muito que me perturbe este rodopio confuso da minha maneira de ser, por muito que tente, eu não consigo mudar. Não consigo lutar contra mim própria, contra o meu defeituoso eu.
Na verdade já estou habituada a lidar com estas estúpidas alterações de humor e sentimentais. Por outro lado, para além de não controlar essas alterações, também não consigo controlar a nossa amizade. Isso derruba-me; destrói passo a passo cada pedacinho de mim. Pensar que devido à minha estúpida maneira de ser, posso perder a vossa amizade devasta-me totalmente.
E por muito indiferente, por muito estúpida, por muito parva que possa ser para convosco, acreditem que perder-vos é uma das últimas coisas que quero.
Contudo, vejo a nossa amizade esvaecer devido aos equívocos que surgem da minha parte. Devido a todas estas minhas atitudes ásperas.
Sinto que se vai reduzir a nada, e que no fim não vou puder voltar atrás; no fim, não vou puder apagar os meus erros e reconstruir a nossa amizade. No fim será tarde demais.

No fim perder-vos-ei.

Desculpem por tudo.
Amo-vos.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Automatic, I imagine, I believe...

Automatic, I imagine, I believe...
__
Do you live?
Do you die?
Do you bleed?
For the fantasy;
In your mind, through your eyes, do you see?
It's the fantasy.
Automatic, I imagine, I believe!

Say it! Say it! Say it to believe
[Automatic, I imagine, I believe]
...

sábado, 3 de janeiro de 2009

...

...

Sinto o sangue a fervilhar. Sinto-o correr pelas veias, desvastando-as.
Sinto o coração bater demasiado rápido.
Sinto a raiva crescer.
Sinto as lágrimas que deslizam no meu rosto, que me invadem o coração, desfazendo-o.
Sinto-as carregadas de ódio, de tristeza...
... E afundo-me. Afundo-me nestas lágrimas sangrentas que me impedem de respirar, de sentir... de viver.

domingo, 28 de dezembro de 2008

No Limite do Ódio

No limite do Ódio

Finalmente, lápis e papel. Tenho que escrever, estou a explodir.
Sinto-me a estoirar de raiva. Apetece-me gritar, berrar bem alto até ensurdecer todas estas ditas pessoas. Quero berrar até desfazer as minhas cordas vocais, até perder a voz, até sentir que tudo à minha volta se desmoronou durante o meu súbito e inconsciente grito... um grito que é para mim devastador, mas que para todos vocês é inaudível, desprezado, completamente ignorado sem capacidade para estragos alguns. Um grito calado, um grito de ódio que se desenvolve dentro de mim e, que a cada segundo que passa dói mais, ferindo-me a alma sem dó nem piedade.
Estou tão farta. Sinto-me alérgica a seres humanos, a cada vestígio de vida racional. Sinto cada pequenino momento de alegria a escorrer-me por entre os dedos e transformar-se em pesadas lágrimas impossíveis de carregar. Não as aguento mais. Não suporto todas estas tortuosas atitudes inumanas.
Estou a ferver, sinto a fúria a crescer no meu interior, sinto que pode rebentar a qualquer momento. Sinto que todos estes arrufos estão, e agora mais que nunca, a contribuir para me transformar num ser mais que horrível, mais que indesejado; num ser ainda mais estúpido que o habitual. Sinto que pouco a pouco reflicto-me nisso mesmo, num monstro em forma de gente...

sinto que no meio de tanto ódio acabo por deixar de sentir o quer que seja.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Natal?

Natal?

Não estou com um único pedaço de paciência para escrever um desabafo sentimental, comovente ou algo mais parolo. Não estou com pachorra alguma para essas porcarias.
Desculpem estas expressões, mas este dia é mais que estúpido.
Natal? Que bonito!! Todos estão juntos e anseiam pela meia-noite para abrir os presentes. Tão mágico, tão único. É Natal, viva!
Até fazem montes de campanhas bonitas e tocantes para ajudar os pobrezinhos, os ditos coitadinhos que vivem na rua ou as crianças que são todos os dias vítimas de escravatura, vendidas, mal-tratadas e que vivem sem condições nenhumas, com fome, sem higiéne, sem amor, sem qualquer gesto de carinho. Para quê armarmo-nos em bondosos e meigos neste dia? Para quê mostrar um lado que para muitos não existe? - um lado falso de preocupação e bondade? Oh Meu Deus! Será que estas crianças e estas pessoas sem abrigo existem únicamente 1 dia no ano? Será que têm direito a serem alimentados apenas no dia mais bonito do ano, o mágico e maravilhoso Natal? Porquê estas campanhas de solidariedade? Para mostrarem que se lembram dos mais desfavorecidos? Não, meus amigos. Até bem pelo contrário. Esta gente, estas pessoas lembram-se exclusivamente dos mais desfavorecidos porque fica sempre bem mostrar que se é solidário, mostrar o raio de um lado sentimental que não existisse. Sim, que não existe, pois se existisse todos esses seres tão superiores que têm nas suas mãos o poder, não deixariam de todo que isto acontecesse, que todas estas pessoas sem condições continuassem assim, sem progressos alguns. Não me digam que é feito aquilo que se pode, não me queiram tapar os olhos. Não me digam que mais vale um dia no ano do que nenhum; Não me digam isso porque quem tem a coragem de o dizer é porque concerteza não tem a capacidade de sentir, e de perceber o quão desumano é viver daquela maneira. E não percebo como conseguem ignorar esta situação. Mas tudo bem. Ignorem à vontade, estão até aí, no vosso direito; mas não quando se dão ao trabalho de tentar acalmar os ânimos ao encobrir da população esta desumanidade, tentar mostrar através de iniciativas natalícias que é bom contribuir, que
para nós ajudar não custa e que para todas essas pessoas, todos os mais pequenos gestos de ajuda valem muito. Até certo ponto sim, têm razão: de facto não nos custa a nós ajudar os outros, mas para quê ajudá-los no Natal em vez de pôr em prática algo concreto que os ajude não só no dia de Natal, mas sim sempre?!
Sim. Já estou habituada a comentários do género "então se és assim tão generosa e amiga porque não fazes algo revolucionário?". E se a mentalidade de pessoas que dizem tamanha barbaridade evoluísse um pouco e percebesse que uma única pessoa não é capaz de mudar o mundo?
E eu sei que por muito indiferentes, por muito que ignorem tudo isto, toda a gente por mais fria que seja tem noção de que é preciso mudar. Então porque não mudamos? Porque continuamos de braços cruzados à espera de que algo seja feito? Porquê não passar a palavra e ter consciência de que cada um de nós pode fazer a diferença? Porquê?
Natal? O Natal já não tem magia, já não tem cor. O Natal é triste. Nós pintámos um fundo a preto e branco sem retorno possível e desta forma o pouco branco que ainda existe deste triste cenário desaparecerá por completo...

Odeio este discurso mas é inevitável fazê-lo.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

A Sepultura

A Sepultura

Escolhi pedra a pedra; cada grão de terra, cada insecto devorador, cada pedaço de tristeza. Elegi-os ponderadamente: cada um mais perfeito que o outro! Faltava-me o sítio ideal... um lago sangrento carregado de sofrimento e dor; uma floresta escura, sombria e ilusória, vandalizada por almas perigosas... Seria assim o local da minha fusão de horrores, o local do meu além, o local mais perfeito para construir a minha eterna sepultura. Seria irónico dizer que esse sítio me caiu do céu mas na verdade assim foi... finalmente encontrei-o; um paraíso absoluto, um reino só meu que imergia a paz do inquietante e perturbador silêncio; o silêncio de todos aqueles momentos perdidos, de todas aquelas palavras que se sumiram do meu cérebro, que foram na sua generalidade, em vão.
Longe de tudo quanto era humano, pude apreciar calmamente aquele que apatir de agora seria para sempre o meu espaço, o meu mundo... o meu nada!
Voltei no dia seguinte. Caminhei ao anoitecer até ao local que elegi com todo o amor. Estava frio... tanto frio! O caminho enlameado dificultava-me a passagem; As raízes espinhosas das árvores que se estendiam até ao caminho fizeram-me tropeçar – arranharam e feriram-me arduamente o corpo: picadas dolorosas que me queimavam a película interior, a mente!
Recolhi os deliciosos espinhos, erva por erva, e segui caminho. Depois de tantas dificuldades cheguei! Atirei-me para o chão pantanoso e deliciei-me com o seu maravilhoso paladar! Acariciei-o, saboreei-o, cavei-o lentamente. Prezei aqueles doces instantes que nunca seriam repetidos durante toda a minha vida morte. Escavei cada parcela de terra delicadamente até obter uma cova profunda, e juntei então essas mesmas parcelas em torno da cavidade. Estava de facto, uma obra de arte! Era a minha sepultura que respirava liberdade, uma brisa incrivelmente natural. Diferente sim, mas única. A única sepultura que exibia a sua mais eloquente beleza! Para que precisaria eu de uma enorme pedra em cima depois de estar morta? Para ser mais uma campa comum? De nada me serviria!!
Depois de terminada, observo-a, aprecio-a obstinadamente até chegar a uma conclusão, a uma única palavra que descreva tamanha beleza... mas é demasiado perfeita, demasiado minha! Em frente á minha [futura] sepultura despeço-me de todos os momentos, da luz do sol, da escuridão da noite, dos sorrisos insaciados, das lágrimas sangrentas e de toda a (in)felicidade... atirando-me então para o vazio, para a profunda e deslumbrante incerteza do infinito, da minha perpetua sepultura
... E vejo-me para sempre no meu tão doce e desejado fim.

... And rest in peace...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Invisibilidade

Invisibilidade

Quero ser invisível.
Quero vestir a minha capa transparente e viver o que nunca pude. Quero olhar-te nos olhos e dizer-te com a minha voz inaudível que te amo. Quero tocar-te, beijar-te com a minha doce transparência; sem que te apercebas, sem que me vejas, sem que possas soltar um horrível não à minha presença. Para quê esconder de mim mesma a realidade? Não vale a pena!
Quero, e sei que sim - eu vou conseguir! Com ou sem transparência eu vou alcançar(-te).

Não quero saber demais nada. Não me importa o que pensam, o que dizem, ou o que simplesmente desconhecem. Não vou deixar envolver-me outra vez por palavras amigas que me levaram a desistir. Sei pensar por mim própria, sei tomar decisões. Acima de tudo sei que nada é ímpossível, a não ser que eu assim o queira. E não, não estou a ver o lado mágico da situação. Estou pelo contrário, com os pés bem assentes na Terra, capaz de ver lucidamente aquilo que realmente é ou não possível. Não digo que será fácil, pois também não me quero enganar a mim mesma, mas não é de todo impossível. Eu sei que não. E nada, absolutamente nada me fará perder esta determinação.

sábado, 22 de novembro de 2008

Afastamento do que não sou

Afastamento do que não sou

Basta! Não quero continuar a ser uma pessoa que não sou. Agora chega!
Estou farta! Estou farta destes sorrisinhos de merda, destas supostas palavrinhas doces, e destes sentimentos não sentidos. Estou farta de olhares fingidos, de gargalhadas que no fundo não contêm felicidade, mas sim humedecidas lágrimas proporcionadas por desconfiança-e-medo, os tais sentimentos que desde sempre me preseguem, e dos quais procuro fugir! Repito para comigo mesma que quero e vou mudar; quero ser eu, unicamente isso. Perco-me na profundidade de razões que me cansam este eu, este falso eu. Não quero mais balbuciar palavras que na verdade não sinto. Não quero mais esconder de mim mesma, a realidade em que vivo, nem a minha realidade perante os outros. Não mais.
Agora sei que fingir ser algo que não sou, trás-me tudo menos felicidade. Agora sei que sozinha ou acompanhada, apenas serei feliz sendo verdadeira não só com os outros mas acima de tudo comigo mesma...
É só isso que quero, dar vida ao meu verdadeiro eu.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

A Tua Amizade

A Tua Amizade

Não compreendo como é que podemos deixar que isto aconteça, Algodona Doce!
Não é apenas de acontecimentos recentes a que me refiro, mas desde sempre… desde aquele dia perfeito em que inaugurámos entre nós a palavra amizade!
A verdade é que, por muitos momentos inesquecíveis que possamos ter passado, por muitas gargalhadas partilhadas, lágrimas que mutuamente tentámos secar, depois de todos essas circunstâncias, há algo de errado, minha querida! Há algo que nunca percebi e que nunca hei-de perceber! Lembras-te de todo aquele tempo em que praticamente nos deixámos de falar? Aquele tempo em que estupidamente falando, teríamos morrido uma para a outra? Pois bem, depois disso, começámos a conviver novamente e todos os nossos conflitos sem razão de ser deixaram de existir… e se pensares bem irás concordar comigo! Pensei então que esses conflitos fizessem parte do passado, e por bastante tempo, fizeram! Pensei que esses contratempos “fizessem parte”, pois estávamos ainda a conhecer-nos, pensei que fosse por na altura em que ainda ditas “crianças”, não sabíamos dar valor a uma verdadeira amizade… mas enganei-me! Infelizmente, esses conflitos estão de volta, e eu não entendo o porquê disso! Agora já não! Ambas crescemos e sabemos valorizar o que é realmente importante, sabemos não desperdiçar e aproveitar tudo o que a vida tem de bom para nos dar, menos isto… Não compreendo qual o prazer de nos chatearmos desta forma! E não, não me digas que são apenas brincadeiras, porque ambas sentimos que não são! Não é chatear no verdadeiro sentido da palavra, isso não; mas evitamo-nos, ignoramo-nos, eu sei que sim! Não queria de forma alguma que as tais brincadeiras se transformassem em algo mais grave que arruíne a nossa amizade, isso não por favor! Adoro-te demais para permitir que a nossa amizade volte a escassear. Não me quero lembrar do frágil fio que há tempos nos unia. Nós reforçámos esse fio, tornámo-lo em algo muito mais forte e duradouro. Lembraste?
E sei, eu sei que tal como eu, não queres de forma alguma que tudo volte atrás, que tudo volte a ser como dantes.
Não estou a dizer que a culpa é tua, nada disso. Só quero que percebas o que sinto e o que está a acontecer, para que daqui a uns tempos não seja tarde demais. Queria também perceber o verdadeiro motivo que nos leva a fazer a isto; que nos leva a atirar bocas, a arreliarmo-nos sem necessidade para tal. Queria puder meter um ponto final nesse aspecto para que pudéssemos novamente voltar ao que éramos nestes últimos tempos, antes disto ter voltado a acontecer! Eu adoro-te, mais do que por vezes possas pensar! Adoro-te e quero preservar a nossa amizade por muito, muito mais tempo!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Tempestade de Sentimentos

Tempestade de sentimentos


Eu estava lá! Anotei todos os minunciosos promenores que me torturaram o cérebro, que me cegaram a vista. Chegaste à hora certa, tal como haviamos combinado! Eram 4 horas da manhã e tu entraste... abriste silenciosamente o cadeado das correntes que fechavam aquele portão sinistro; entraste e, rompendo toda a escuridão da noite, dirigiste-te para o baloiço!
O luar iluminava o pequeno parque, as estrelas brilhavam mais que nunca, e tu eras a mais luminosa de todas elas.
Estava frio, o vento soprava forte. Escondida atrás do arbusto, observei-te até ao último segundo; baloiçavas lentamente naquele que um dia poderia ter sido o nosso baloiço, que algum dia poderia ter sido marcado por um nós.
Sopravas de anciedade, estavas aparentemente preocupado... ninguém no seu perfeito juízo mandar-te-ía um bilhete para estares num sítio tão deserto àquelas horas da noite! Por outro lado, ninguém no seu perfeito juízo iria a tal sítio sem saber com quem estava a lidar, mas tu foste!
De repente, o irritante som rouco das correntes dos baloiços, deixou de se ouvir; meteste-te de pé e esfregaste as mãos. Vagueaste de um lado para o outro á espera de algo que nem tu sabias bem o que era.
E eu estava ironicamente feliz... num lugar tão só, estavamos apenas tu e eu. Apenas eu podia apoderar-me de ti, apenas eu podia deliciar-me com a tua incansável e perfeita beleza! Só e apenas eu!
Senti-me a escorregar... começou a chover e eu nem dei conta... O chão ficou escorregadio e lamacento. Apreciei cada gota de água que, vinda do céu, deslizava no teu lindo rosto, desde a ponta dos teus cabelos, seguindo-se pelos teus olhos cintilantes, até chegarem aos teus lábios, onde se desvaneciam perdidamente.
Depois de tamanha espera, preparaste-te para ir embora até que uma voz fria e aguda gritou o teu nome desesperadamente! Decidiste então esperar e observar a tremenda loucura diante os teus olhos.
Foi então que demasiado angustiada, saí de trás do arbusto e, a chorar caminhei até ti; estavas assustado ao assistir ao vivo à estupidez doentia de alguém que para ti não existe. Perguntaste-me o meu nome, lembras-te? Como era doce a tua voz!
O meu nome não importava, agora já de nada servia.
Senti que estavas furioso, pois na verdade não gostas de ser enganado. Propus-te que agora no meio desta roleta de perfeitos momentos, trocássemos profundamente de personalidade aqui sob esta chuva de emoções, sob cada sentimento escorregadio e molhado que nos absorve. Então, por momentos eu transformar-me-ia em ti, e tu saborearias o quão tortuoso e sufocante pesadelo que é viver aqui, debaixo da minha pele, a sofrer por alguém, um alguém que és tu! Seria perfeito, não concordas meu bem? Mas sendo já eu o verdadeiro tu, a verdadeira pessoa que se encontra para lá dessa perfeita máscara, sendo eu esse alguém frio e sem amor à vida, mutilo-me... não a mim, mas ao ser em que decidi transformar-me, Tu! Sentes a dor? Sentes cada corte nestes pulsos perfeitos? Sentes cada facada duradoura no teu meu coração? Sentes cada lágrima sangrenta que me abate dia após dia? É isso, meu amor. É mesmo essa a sensação de tortura com que me acorrentas a toda a superfície nula, imaginária a qualqer realidade! E eu, que te roubei então a frieza continuo a gozar o doce sabor que é ter-te apartir de agora, eternamente nas minhas mãos.
Como é boa esta sensação de espíritos invertidos! Como é bom saber que, tal como me fizeste sofrer, estás a passar também por toda essa dor... mas aqui comigo; debaixo desta ensanguentada detonação de sentimentos, sensações e lágrimas... onde faço de ti prisioneiro de toda a maldade!
...E aparentemente o vento ficou mais fraco! A Chuva parou, e as correntes dos baloiços silenciaram-se definitivamente. Depois da tempestade, vem a tranquilidade... o sossego que teremos para sempre no céu, no inferno, ou em qualquer outro paraíso idealizado por nós, nesta noite em que ao som da desgraça, conseguiste perceber o mundo que realmente não conhecias, meu amor!

Não é amor, é ódio!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

This is Halloween

This is Halloween (Marilyn Manson)

"This is Halloween, this is Halloween!
Pumpkins scream in the dead of night
This is Halloween, everybody make a scene
Trick or treat 'til the neighbors gonna die of
fright!

It's our town. Everybody scream.
In this town of Halloween...

I am the one hiding under your bed,
Teeth ground sharp and eyes glowing red.

I am the one hiding under your stairs
Fingers like snakes and spiders in my hair..."


Happy Halloween !

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Cinzas de gelo

Cinzas de gelo
___
Sinto o sangue a fever, prestes a saltar-me das veias! Apetece-me gritar, berrar ao mundo toda a raiva, e o quão estúpida me sinto!
Sinto cada pedaço de gelo fervilhar-me no coração, que congelou definitivamente; vejo todo esse gelo todas essas correntes no contraste do meu cérebro que arde, arde incontrolavelmente.
Sinto cada cinza, cada uma dessas pequenas particulas a desfazer-se por completo dentro de mim mesma. Não consigo suportar! Estou congelada, mas arduamente queimada. E afogo-me em todo este desespero e lágrimas; dor que certamente ferir-me-ia a minha figurada alma.

... e aguardo que todos os pedaços de gelo me tranformem num só, ou se desfaçam para sempre com estas as sufocantes chamas...

sábado, 18 de outubro de 2008

Muse - Time Is Running Out

Muse - Time Is Running Out
_
I think I'm drowning
Asphyxiated
I wanna break this spell
That you've created

You're something beautiful
A contradiction
I wanna play the game
I want the friction

You will be
The death of me
Yeah, You will be
The death of me

Bury it
I won't let you bury it
I won't let you smother it
I won't let you murder it

Our time is running out
And our time is running out
You can't push it underground
We can't stop it screaming out

I wanted freedom,
Bound and restricted
I tried to give you up
But I'm addicted

Now that you know I'm trapped
Sense of elation
You'll never dream of breaking this fixation
You will squeeze the life out of me

Bury it
I won't let you bury it
I won't let you smother it
I won't let you murder it

Our time is running out
And our time is running out
You can't push it underground
We can't stop it screaming out

How did it come to this
Ooooh yayayayayaya
Ooooh yayayayayaya
Ooooh yayayaya oooohh

You will suck the life out of me

Bury it
I won't let you bury it
I won't let you smother it
I won't let you murder it

Our time is running out
And our time is running out
You can't push it underground
We can't stop it screaming out

How did it come to this
Ooooh yayayayayaya
Ooooh yayayayayaya
Ooooh yayayaya oooohh


MUSE
Forever and ever.
<3

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

...

...Aqui sozinha,
anseio a tua chegada.
O vento sopra o teu nome aos meus ouvidos; sinto-me estranha, inevitavelmente apaixonada!

Vejo-te aproximar, voo demasiado alto!
Borboletas inquietas perturbam-me o estômago.

Olhas eu teu redor e não vês nada, não vês ninguem, não me vês a mim! Mais uma vez, fico à deriva nestas sinuosas ilusões... à espera de um dia em que alucinações como estas se tornem concretas realidades; à espera de um dia em que voar se transforme num movimento terrestre, em que consiga sentir o chão debaixo dos pés.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Sonhos Tortuosos

Imagino-te um ser único, incomparável a alguém; um herói! Assim és nos meus sonhos!
Alguém que abusa da palavra humano, alguem que é muito mais que isso... alguém realmente perfeito, com todas as capacidades, com toda a inteligência e mais alguma! Alguém que me pertence, e que me ama da mesma forma que eu!

Consegues imaginar como são os meus sonhos? Então repara na tamanha desilusão que passo, quando acordo e me apercebo que não há esse alguém, quando descubro que estou longe de que algo tão perfeito aconteça!
Vivo constantemente neste mundo, neste sonho! Mas mesmo de olhos abertos, e com noção da realidade, noto que afinal continuas a ser perfeito! Afinal és como nos meus sonhos, mas estás longe de saber que eu existo! Desta forma, há algo que falta para completar a tua perfeição; falta-te visão raio-x, para conseguires ver a forma como o meu coração acelera no meio de tantos outros, com o simples facto de te ver passar. Algo de anormal me invade nessas alturas, em que sinto que o coração saltar-me-á do peito, outras vezes sinto que parou de bater, e que congelou para sempre com o frio que deixas naqueles momentos em que o teu olhar se cruz com o meu, mas em que tu nem sequer notas a minha existência.
E continuo a sonhar contigo por muito que me angustie, por muito que me torture... mas é impossível deixar de pensar em algo tão indescritível como tu.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Impossíveis
_
"Viver é acreditar e realizar o impossível"
Porquê que estas palavras me soam a falsidade?
Porquê que nem tudo é assim tão bonito?
Porquê que nem tudo é possível?
Porquê que temos o dom de sonhar, mas não de concretizar todos esses sonhos, todos esses desejos?
Porquê?
Encontro-me à deriva num mar de sonhos, fantasias perfeitas, onde vivo na face impossível das coisas... mas que não passa disso mesmo, fantasias, ilusões! Ilusões que doem quando acordo desse sonho perfeito que supostamente me fazia voar, sentir ... ser feliz! Acordo, e dou por mim a cair no abismo, onde deixa de haver toda essa felicidade, onde deixo de ter asas; Onde me apercebo que não vivo num conto de fadas, que sou real e estou aqui, perante tudo e todos... aqui onde tentar construir o impossível é um desperdício...
...aqui, onde viver é um desperdício.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Sossego Infernal

Acordo sobressaltada!
Está frio, e muito escuro! Mal consigo respirar. O ar parece escasso! Acendo a luz, mas continua escuro... uma escuridão diferente de todas as outras, uma escuridão gélida, sufocante. Arrepio-me e depressa me ponho de pé!
Caminho lentamente pelo chão gelado do corredor, um corredor sem fim, um corredor sem luz, um corredor vazio, onde apenas o bater do meu coração se ouve.
Este som irritante deixa-me completamente apavorada, ao perceber que tudo á minha volta não existe, ao perceber que estou rodeada por um vazio silencioso, um vazio perpétuo. Só eu, e apenas eu! Por momentos, deixei de o ouvir bater. O meu coração deixa de bater; É então que um silêncio perturbador se instala!
Continuo a caminhar ao longo de todo este corredor, cada vez mais perturbada com o silêncio que se entranha na minha mente.
Acelero o passo. Não sei para onde me dirigir, só queria que a escuridão, este silêncio, me abandonasse... só queria libertar-me de todo este medo, para sempre.
Caminho cada vez mais depressa. Estou assustada. Choco contra as obscuras adversidades deste corredor, deste túnel sem fim.
Vejo ao longe grandes labaredas, que formam uma parede de chamas. Corro para junto delas! O ar é agora mais abrasador. Sinto-me a descongelar lentamente. Agora tenho luz, calor... que afastam a escuridão fria por momentos...
Apercebo-me então que é mais uma barreira, meu Deus! Uma barreira de fogo, que tenho de atravessar. Mas se o fizer, morro!
A escuridão ou a luz? O frio ou o ar acolhedor do conforto?
A Vida ou a Morte?
O tempo não pára, é cada vez mais escasso. Não posso gastá-lo ao questionar-me com inexplicáveis reflexões! Tenho que tentar, não posso perder mais tempo!
Quero e vou conseguir ultrapassar esta barreira, tenho que arriscar. Recuo alguns passos, e ganho tento ganhar coragem; Não consigo, é difícil demais! Que desespero! Não posso ficar aqui para sempre, neste corredor sem fim... Não há alternativa, é a única hipótese de escolha!
Mentalizo-me mais uma vez, e avanço rapidamente contra a parede de chamas que se encontra à minha frente, encostada a mim, e na qual estou agora introduzida, rodeada de monstruosas chamas, asfixiada por este calor mortífero! Estou em chamas, estou a arder! Movo-me entre esta espessa camada de fogo, à descoberta de algo a que possa chamar de vida!
Estou a morrer, sinto-me em cinzas. Estou num inferno em chamas, um inferno sufocante que me corta a respiração.
Como é possível que aqueles insignificantes segundos se tenham transformado em tortuosos milénios da minha vida? Sou cuspida para o chão pelas ensanguentadas labaredas que me absorveram. Pouco a pouco sinto oxigénio à minha volta. Estou de volta a este mundo, sem chamas. Sinto o ar a ser inspirado por algo que não está em mim. Estou no lado de lá das chamas. Estou em cinzas, não sinto o corpo. De olhos abertos tento ver o que me rodeia... Já não há escuridão, já não há frio, já não há medo. Estou imóvel, nem pestanejar consigo! Sinto-me feita de barro, uma peça sem vida, sem reacção, sem nada. A dificuldade de respirar é descomunal... não consigo ver, não consigo ouvir, apenas consigo sentir que me estou a afogar neste cheiro a queimado, nestas cinzas, neste nada que sou eu!
E aqui, estática e apavorada, espero pela chegada do fim que me há-de levar para sempre, para as verdadeiras chamas, a morte... Espero por esse momento, um momento que roubará tudo aquilo que dificilmente ainda me resta!
Não posso dizer que venci, mas ainda posso dizer que tentei.